Carta interceptada na P2 de Pres. Venceslau revela contrato para matar detentos
Carta interceptada na P2 de Pres. Venceslau revela contrato para matar detentos


Conforme reportagem publicada nesta quarta-feira, 18, pelo jornal O Imparcial, a Operação Echelon, deflagrada em junho último e que revelou ações da facção criminosa que age dentro e fora dos presídios, teve desdobramentos com a finalização do inquérito pela Polícia Civil.
 Bilhetes interceptados na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau revelam que a facção tentou, em 2017, usar um assassino, conhecido como Lúcifer, para matar dois rivais detidos na penitenciária de segurança máxima em Campo Grande (MS). Além deste fato, telefonemas foram flagrados por policiais em penitenciárias que possuem bloqueadores de celular instalados, que tratavam sobre tráfico de drogas e assassinatos de agentes públicos.
De acordo com o promotor de Justiça do MPE (Ministério Público Estadual), Lincoln Gakiya, a carta foi interceptada na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau no andamento da operação. Em um trecho escrito à mão, os detentos da cúpula paulista tentavam entrar em contato com Lúcifer, preso há quase 20 anos, a fim de cumprir uma missão para o grupo. Conforme o promotor, seriam assassinados dois inimigos que estavam presos no presídio em Campo Grande, sendo eles o líder de uma facção criminosa atuante na região norte, e um ex-integrante da facção paulista, que foi um dos fundadores do grupo.
Conforme Gakiya, “Lúcifer também é ex-integrante da facção, e receberia o perdão se praticasse os assassinatos. Ele já tem um histórico de assassinatos em cela, situação na qual já matou mais de seis presos de unidades prisionais”. Diante da interceptação da carta, Gakiya diz que “o crime não ocorreu, mas que os envolvidos continuam no sistema de segurança máxima”, sem informar as localidades.
Ligações telefônicas
Ainda em desdobramentos da Echelon, autoridades policiais flagraram que telefonemas estavam sendo feitos em penitenciárias que possuem bloqueadores de celular, o que levanta questionamentos sobre a eficácia do sistema para barrar a comunicação entre os detentos. No entanto, aqui na região os fatos não foram constatados, segundo o promotor. “As gravações ocorrem para verificar a eficiência dos bloqueadores, caso houver, a SAP [Secretaria de Administração Penitenciária] é acionada e a empresa responsável precisa fazer a manutenção. Por aqui não houve vazamento, uma vez que os bloqueadores passam por manutenções rotineiramente, por meio de testes para verificar se há ou não vazamento de sinal”, acrescenta.
Conforme noticiado pela “FolhaPress”, dezenas de criminosos foram flagrados em conversas telefônicas feitas no ano passado dentro e fora de prisões, que contemplam 14 Estados. Nas ligações, os detentos tratavam de tráfico e homicídios de agentes públicos. Entre os locais flagrados, estava a penitenciária de Valparaíso e um presídio de segurança máxima em Campo Grande — ambos equipados com bloqueadores de sinal de celular.
Ainda segundo informações obtidas pela “FolhaPress”, a SAP afirma ter aberto investigação para apurar os telefonemas em presídio com bloqueador de celular. Ainda informa que nas unidades com bloqueadores de sinal “são realizados testes semanalmente para coibir brechas tecnológicas”, trabalho acompanhado por especialista em defesa e segurança da empresa contratada. (Com O Imparcial) 

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