Doria diz que governo está preparado para possíveis retaliações do PCC
Doria diz que governo está preparado para possíveis retaliações do PCC

Toda operação que culminou com a transferência do líder máximo do PCC (Primeiro Comando da Capital), Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, e 21 integrantes da facção criminosa que age dentro e fora dos presídios paulistas, nesta quarta-feira, 21, foi planejada durante 50 dias.
A ação contou com o trabalho desenvolvido pelo Cissp (Centro Integrado de Inteligência de Segurança Púbica) e Abin (Agência Brasileira de Inteligência), que possibilitou que a equipe de força-tarefa se reunisse durante o período entre Brasília (DF) e São Paulo (SP) de maneira sigilosa, a fim de organizar os detalhes para a transferência dos presos. 
Nesta quarta-feira, o governador do Estado de São Paulo, João Doria (PSDB), reuniu-se com a cúpula de segurança pública estadual em uma coletiva de imprensa, no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista. No encontro, ele reforçou sobre a questão da segurança pública, e disse estar preparado para possíveis retaliações.
O isolamento das lideranças é uma estratégia adotada para enfrentar e desmantelar as organizações criminosas. “Cumprimos com a decisão judicial sem temor. Da mesma forma, todas as ações preventivas foram tomadas pelos governos, resguardando qualquer retaliação, que não serão expostas por questões de segurança. Estamos todos muito bem preparados”, afirmou Doria, elogiando o trabalho desenvolvido entre as esferas. “Planejamos isso meticulosamente desde antes da nossa posse, e não vazou nenhuma informação ao longo desses dias, pois soubemos trabalhar com cuidado”.
De acordo com o general João Camilo de Campos, secretário de Segurança Pública do Estado, a transferência ocorreu de maneira satisfatória. “O nosso grande trabalho estava em como executar a operação. Nós escolhemos o momento adequado, e ela foi perfeita”, pontuou Campos. O resultado, segundo ele, foi possível graças à integração entre as forças públicas.
Internação em RDD
Por questão de sigilo, não foram divulgados os presídios federais em que cada sentenciado foi conduzido. A partir das mudanças, os presos passam a receber ordens do governo federal, não mais do governo paulista. No entanto, o Coronel Nivaldo Cesar Restivo, titular da SAP (Secretaria de Administração Penitenciária), adiantou que o prazo de internação nas unidades federais é de 360 dias, sendo que os primeiros 60 iniciais serão passados cautelarmente em RDD (Regime Disciplinar Diferenciado), o que poderá ser renovado por mais vezes se necessário.

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