Caso Marielle: polícia e MP cumprem 16 mandados de busca e apreensão
Caso Marielle: polícia e MP cumprem 16 mandados de busca e apreensão

Equipes da Delegacia de Homicídios da Capital e do Ministério Público do Rio de Janeiro cumpriram nesta quarta-feira, 13, 16 mandados de busca e apreensão relacionados à investigação dos assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes. Três pessoas foram encaminhadas à delegacia para esclarecimentos.
De acordo com o MP, “os agentes buscam apreender eventuais documentos, mídias eletrônicas, celulares, armas e munições de pessoas identificadas na investigação por ligação com os denunciados Ronnie Lessa e Elcio Vieira de Queiroz”.
Trata-se de uma continuidade da Operação Lume, deflagrada nesta terça-feira, 12, e que resultou nas prisões do policial reformado da PM Ronnie Lessa e do ex-PM Élcio Queiroz. Ronnie é suspeito de ter efetuado os disparos e Queiroz é apontado como motorista do veículo. A defesa dos acusados negou a participação dos dois no crime --eles devem ser ouvidos hoje à tarde pela polícia.
Ronnie e Queiroz passaram a noite na delegacia. Ainda não há informações para quais presídios serão encaminhados.
Crime foi planejado 
3 meses antes
Os assassinatos foram planejados três meses antes do crime. Os promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) disseram que “a empreitada criminosa foi meticulosamente planejada”. O  MP informou ter cumprido 34 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos.
Na casa de um amigo de Ronnie, foram encontrados 117 fuzis desmontados e incompletos. Trata-se da maior apreensão da história do Rio de Janeiro.
Motivação do crime
A Polícia Civil diz que ainda não é possível saber qual foi a motivação para o crime, mas afirmou que Lessa demonstrava ter “ódio” e “obsessão” por personalidades que militam em causas associadas à esquerda, como era o caso de Marielle. Também não foi possível informar se o crime teve mandante --ponto que será apurado em uma segunda etapa das investigações.
Lessa foi preso em sua casa, no condomínio Vivendas da Barra, na Barra da Tijuca --mesmo local onde o presidente Jair Bolsonaro (PSL) tem residência. Segundo os investigadores, o fato não foi relevante para esta etapa da investigação.
De acordo ainda com o MP, a operação precisou ser antecipada porque havia o boato de que os acusados teriam sido avisados. Segundo a promotora Simone Sibilio, os dois foram presos por volta das 4h deixando suas casas. (Com G1)

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