Bolsa Família garante 12,3 mil famílias da região fora da linha de ‘extrema pobreza’
Bolsa Família garante 12,3 mil famílias da região fora da linha de ‘extrema pobreza’

Como está estampada nas próprias diretrizes do programa, o Bolsa Família trata-se de uma transferência direta de renda, direcionado às famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza em todo o país, de modo que consigam superar a situação de vulnerabilidade. Na região de Presidente Prudente, um levantamento do MDS (Ministério do Desenvolvimento Social) mostra que, sem o repasse, 12.348 grupos familiares beneficiários estariam em condições de miséria, o que dá 38,33% da demanda total: 32.212 famílias. O cenário analisa a situação da 10ª RA (Região Administrativa) do Estado de São Paulo, até dezembro do ano passado.

O estudo do órgão ministerial, no entanto, não traça um comparativo com outros anos, ou até mesmo afirma as razões para o cenário. Mas para quem lida com o público, consegue argumentar que, a crise financeira que fechou várias vagas de emprego ao longo do último triênio fez com que a situação de extrema pobreza aumentasse.

Realidade

E no quesito social, cabe às pessoas, aos olhos do sociólogo Marcos Lupércio Ramos, uma interpretação melhor dos indivíduos que estão à mercê do benefício. Isso porque, de acordo com ele, o beneficiário do Bolsa Família sempre foi taxado de “vagabundo”, mas a realidade não é essa. “A sociedade infelizmente taxa, a partir de um certo parâmetro que não é verdadeiro. Qualquer pessoa que tenha acesso aos dados do IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], sabe que a pobreza aumentou no país”, destaca. E isso, para ele, está atrelado às condições de extrema pobreza que alguns grupos familiares se encontram.

O que vem de dois fatores: a alta no desemprego, mas mais ainda a ver com a queda na arrecadação, ainda de acordo com Lupércio, o que impulsionou uma diminuição nos repasses. Além do mais, ele cita a mudança de governo, que desde a administração do ex-presidente Michel Temer (MDB), tem sido rígido com a permanência e inclusão de novos beneficiários. “A camada mais pobre da sociedade sempre foi vista como pessoas de esquerda. E o atual governo parece ser contra as coisas chamadas de esquerda”, pontua.

Recessão

Mas o que falta para resolver a situação é dinheiro, pois as medidas de economia, que acabam atingindo até mesmo os programas sociais, são, para o sociólogo, maneiras de lidar com a recessão. “O atual governo pode até não ser contra os benefícios, mas ele vai cortando onde é possível. As exigências, sendo assim, acabam ficando maior e maior”, enfatiza. Entretanto, ou o governo faz a economia girar ou vai ter que cortar e reduzir ainda mais subsídios, que, na ausência, “gera aumento no consumo de drogas, violência contra a mulher, enfim, problemas sociais”, ainda conforme o especialista.

A tendência, com o cenário, é um estreitamento dos repasses. Se for olhar o montante destinado à região de Prudente em 2018, são R$ 61.332.388 por meio do Bolsa Família, levando em conta os dados do ministério, o que dá uma média de R$ 167,55 por membro familiar. Ademais, 11,71% da população é beneficiária com o programa social. (Com O Imparcial)

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