Raimundo Cutrim coloca tornozeleira e fica em prisão domiciliar após ordem do STF
Raimundo Cutrim, ex-deputado estadual e ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão, colocou tornozeleira eletrônica e cumpre prisão domiciliar após ordem do STF. A medida foi determinada pelo ministro Flávio Dino.
Raimundo Cutrim, ex-deputado estadual e ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão, cumpre prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica após determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi imposta pelo ministro Flávio Dino.
A apresentação ocorreu neste sábado (18), na Superintendência da Polícia Federal, em São Luís. Cutrim colocou o equipamento no local e, em seguida, foi levado para sua residência, onde permanecerá em regime de prisão domiciliar.
As condições impostas ao ex-parlamentar não foram divulgadas. O procedimento tramita sob segredo de justiça, segundo informações oficiais.
Ação da Polícia Federal e apreensões
Na sexta-feira (17), um dia antes da apresentação, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na casa e em um sítio vinculados a Raimundo Cutrim. A decisão judicial autorizou o recolhimento de documentos, telefones celulares, computadores, dispositivos de armazenamento e outros materiais considerados relevantes para a investigação.
Os itens eventualmente apreendidos deverão passar por perícia. Não há informações oficiais sobre o conteúdo ou a quantidade dos materiais recolhidos.
O inquérito e as gravações
O inquérito apura uma possível obstrução de Justiça. As investigações teriam como origem gravações realizadas pelo empresário César Cutrim, pai de Gilbson Cutrim, condenado pelo homicídio do empresário João Bosco Silva.
O crime ocorreu em agosto de 2022, na área externa do edifício Tech Office, na região da Ponta d'Areia, em São Luís. O conteúdo das gravações e sua possível relação com Raimundo Cutrim não foram revelados.
Também não há informações oficiais sobre as condutas específicas investigadas ou sobre outros eventuais envolvidos.
O que significa a prisão domiciliar
Por se tratar de uma medida cautelar, a prisão domiciliar não equivale a uma condenação. A eventual responsabilização do ex-secretário dependerá da conclusão das investigações e da análise do Poder Judiciário.
Até o fechamento desta matéria, a defesa de Raimundo Cutrim não havia se pronunciado publicamente sobre a decisão.
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Perguntas Frequentes
Quem é Raimundo Cutrim?
Raimundo Cutrim é ex-deputado estadual e ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão. Ele foi alvo de uma ação da Polícia Federal e cumpre prisão domiciliar.
Quem determinou a prisão domiciliar?
A medida foi determinada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O que a investigação apura?
O inquérito apura uma possível obstrução de Justiça, com origem em gravações realizadas pelo empresário César Cutrim.
Por que as condições da prisão não foram divulgadas?
O procedimento tramita sob segredo de justiça, o que impede a divulgação das condições impostas.
A prisão domiciliar é uma condenação?
Não. A prisão domiciliar é uma medida cautelar e não equivale a condenação. A eventual responsabilização dependerá da conclusão das investigações.
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