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Economia cresce 0,7% em maio, puxada por consumo das famílias, diz FGV

ResumoO Monitor do PIB da FGV registrou crescimento de 0,7% na economia brasileira em maio de 2025 ante abril. O avanço foi impulsionado pelo consumo das famílias, que atingiu o maior patamar desde o quarto trimestre de 2024. O indicador reflete a recuperação da demanda doméstica no período.

A economia brasileira cresceu 0,7% na passagem de abril para maio, puxada pelo consumo das famílias, que atingiu o maior patamar desde o quarto trimestre de 2024, segundo o Monitor do PIB da FGV.

Fábio Drummond
Fábio Drummond Repórter de segurança e justiça · 20 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Economia cresce 0,7% em maio, puxada por consumo das famílias, diz FGV

Economia cresce 0,7% em maio, puxada por consumo das famílias, diz FGV

A economia brasileira cresceu 0,7% na passagem de abril para maio, segundo o Monitor do PIB, estudo mensal do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta segunda-feira (20). O resultado retoma a trajetória positiva na comparação entre meses imediatamente seguidos, após recuo em abril e estabilidade em março. O consumo das famílias foi o motor desse desempenho, com alta de 3,3% no trimestre até maio, o maior patamar desde o quarto trimestre de 2024 (4%).

O que diz o Monitor do PIB da FGV

O Monitor do PIB faz estimativas mensais sobre o Produto Interno Bruto (PIB), indicador que soma todos os bens e serviços produzidos no país, com base em dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária. Em maio, a alta foi de 0,7% ante abril. No trimestre móvel encerrado em maio, o avanço é de 1,9% na comparação com o mesmo período de 2025. Já no acumulado em 12 meses, a variação positiva é de 1,7%.

Apesar da retomada mensal, o indicador de 12 meses aponta desaceleração. Em março deste ano, a variação era de 3%. Em maio do ano passado, 3,8%.

Consumo das famílias: o motor do crescimento

A economista Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, destaca que o consumo das famílias foi o grande responsável pelo desempenho positivo. Desse avanço de 3,3% no trimestre, mais de 60% vieram do consumo de serviços e de bens duráveis.

Ela aponta, no entanto, "fragilidades" no resultado do PIB. "O crescimento da agropecuária vem após sequência de retrações, a estabilidade industrial mostra perda de fôlego do setor e, apenas os serviços mostraram resultado um pouco melhor que a média geral do início do ano", explica.

Para Trece, a concentração do crescimento no consumo das famílias mostra dependência desse componente, uma vez que as exportações e os investimentos apresentaram quedas. "Com isso, conclui-se que, embora a economia siga em crescimento, há alguns sinais importantes de arrefecimento que começam a aparecer no resultado", avalia.

Exportações e investimentos em queda

As exportações tiveram crescimento de 4,3% no trimestre móvel, o menor desde o segundo trimestre de 2025 (2,1%). "As exportações da [indústria] extrativa mineral registram crescimento significativamente inferior ao que vinha apresentando desde o início do ano", destaca o acompanhamento da FGV. As importações, por outro lado, cresceram 8,9%, terceiro trimestre móvel seguido de alta.

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que mede o investimento em máquinas e equipamentos, teve expansão de 2% no trimestre móvel. Foi a segunda expansão depois de recuo nos quatro trimestres móveis imediatamente seguidos. A taxa de investimento em maio foi de 18,6%, a segunda maior do ano, atrás apenas de fevereiro (19,2%).

PIB em valores correntes e outras projeções

Em termos monetários, o PIB acumulado até maio, em valores correntes, é estimado em R$ 5,466 trilhões, segundo a FGV. O Monitor do PIB é um dos termômetros da economia. Outro levantamento, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), indicou expansão de 0,1% na passagem de abril para maio e de 1,4% em 12 meses.

O resultado oficial do PIB é apresentado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A última divulgação foi no fim de maio, com crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026. A próxima será referente ao segundo trimestre de 2026, no dia 1º de setembro.

O relatório Focus desta semana, sondagem do Banco Central (BC) com instituições do mercado financeiro, estima que a economia brasileira vai terminar 2026 com alta de 1,99%. A previsão do Ministério da Fazenda é de variação de 2,3%.

Perguntas Frequentes

O que é o Monitor do PIB da FGV?

É um estudo mensal do Ibre/FGV que estima o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB) com base em dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária.

Qual foi o crescimento da economia em maio de 2026?

A economia cresceu 0,7% na passagem de abril para maio, segundo o Monitor do PIB.

O que puxou o crescimento de maio?

O consumo das famílias, que avançou 3,3% no trimestre até maio, foi o principal motor, com mais de 60% vindo de serviços e bens duráveis.

Qual a projeção para o PIB de 2026?

O relatório Focus do Banco Central estima alta de 1,99%, enquanto o Ministério da Fazenda projeta 2,3%.

Quando sai o próximo PIB oficial do IBGE?

O resultado do segundo trimestre de 2026 será divulgado em 1º de setembro.

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