# Fachin cassa decisões de Mendonça e Dino sobre diretor-geral da PF

> O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), cassou as decisões dos ministros André Mendonça e Flávio Dino que afastavam o diretor-geral da Polícia Federal. Andrei Rodrigues permanece no cargo até o plenário do STF julgar o conflito de competência sobre o caso.

*Tribuna Livre · Cidade · 10 de setembro de 2026 · Fábio Drummond*

Fachin suspendeu as decisões de Mendonça e Dino que afastavam o diretor-geral da PF. Andrei Rodrigues permanece no cargo enquanto o STF analisa o conflito.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, suspendeu as decisões dos ministros André Mendonça e Flávio Dino que afastavam o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e Leandro Almada da chefia da Diretoria de Inteligência Policial. A medida mantém os dois no comando da corporação enquanto a Corte analisa o conflito aberto em torno das investigações do Banco Master.

A controvérsia começou após a divulgação de um relatório da PF com dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O material citava autoridades, entre elas o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o próprio Andrei. O documento, porém, era de inteligência restrita, sem valor probatório e com grau de confiança baixo.

Em 1º de setembro, Mendonça tirou o sigilo do procedimento e decidiu que o caso deveria ser analisado pelo plenário. A PGR contestou, alegando que investigações envolvendo ministros precisam de provocação formal. Mesmo assim, Mendonça manteve a decisão. A tensão cresceu quando a PF enviou relatórios a Alexandre de Moraes, apontando que a determinação de Mendonça ultrapassava a identificação de pessoas com foro e virava investigação direcionada.

Moraes então pediu abertura de inquérito contra Mendonça no âmbito das fake news, citando improbidade, abuso de autoridade e favorecimento a grupos políticos. Fachin, diante da escalada, centralizou os procedimentos na Presidência e pediu esclarecimentos a Mendonça, Moraes, Gonet e Andrei.

Paralelamente, o Partido Novo pediu o afastamento e até a prisão de Andrei. Mendonça acatou e determinou a saída dele e de Almada. A AGU recorreu, e Dino, em outro processo, reintegrou Andrei, considerando que o partido não tinha legitimidade para pedir medidas cautelares. Dino citou ainda o risco a investigações como a do filme "Dark Horse".

Com a decisão de Fachin, Andrei segue à frente da PF. Até quarta-feira (9), faltavam as manifestações solicitadas pelo presidente do STF, com prazo até 21 de setembro, além do julgamento na Segunda Turma e a definição sobre o plenário. A crise, que já vinha de divergências entre Mendonça e a PF, agora está concentrada nas mãos de Fachin, que decide os próximos passos do embate institucional.

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Fonte (canonical): https://www.tribunalivrepv.com.br/cidade/fachin-cassa-decisoes-andre-mendonca-dino-sobre-diretor-geral-pf/
