Operação no Rio desarticula esquema de desvio de combustível; veja detalhes
Uma operação da Polícia Federal no Rio de Janeiro desarticulou um esquema de desvio de combustível que movimentava milhões. Agentes cumprem mandados de busca e apreensão contra suspeitos de fraudar postos e distribuidoras.
Uma operação da Polícia Federal no Rio de Janeiro desarticulou um esquema de desvio de combustível que movimentava milhões. Agentes cumprem mandados de busca e apreensão contra suspeitos de fraudar postos e distribuidoras. A Operação Posto Limpo, deflagrada nesta terça-feira (20), mira um grupo que atuava na capital fluminense e na Baixada Fluminense.
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (20) a Operação Posto Limpo, que desarticula um esquema de desvio de combustível no Rio de Janeiro. Agentes cumprem 12 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a suspeitos de fraudar postos e distribuidoras. A estimativa é que o grupo movimentasse R$ 50 milhões por mês com a venda ilegal de combustível.
Como funcionava o esquema de desvio de combustível no Rio
Segundo a Polícia Federal, o esquema envolvia a compra de combustível de distribuidoras com notas fiscais frias. O grupo adquiria o produto de forma legal, mas emitia documentos falsos para simular a venda para postos fantasmas. O combustível era então revendido no mercado paralelo, sem pagamento de impostos. A investigação aponta que o esquema operava há pelo menos dois anos.
Os suspeitos usavam empresas de fachada para movimentar o dinheiro. Os postos fantasmas, abertos em nome de laranjas, serviam como fachada para justificar a entrada de combustível. A PF identificou ao menos 15 postos envolvidos, a maioria na região metropolitana do Rio.
Quem são os alvos da operação
A operação cumpre mandados contra empresários do setor de combustíveis e contadores. Um dos alvos é dono de uma rede de postos na Zona Oeste do Rio, apontado como líder do esquema. Outro suspeito é um ex-funcionário de distribuidora, que fornecia informações privilegiadas sobre rotas de entrega.
A PF também investiga a participação de servidores públicos. Há suspeitas de que agentes da Agência Nacional do Petróleo (ANP) recebiam propina para não fiscalizar os postos. A ANP informou que colabora com as investigações.
Desvio de combustível: crimes e penas
Os investigados podem responder por crimes de sonegação fiscal, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. A soma das penas pode chegar a 20 anos de prisão. A PF estima que o grupo tenha sonegado mais de R$ 100 milhões em impostos desde 2024.
A Receita Federal também participa da operação. Técnicos analisam documentos apreendidos para quantificar o prejuízo aos cofres públicos. O órgão já identificou indícios de fraudes em declarações de ICMS e PIS/Cofins.
Impacto do desvio de combustível na economia
O desvio de combustível afeta não só os cofres públicos, mas também o mercado legal. Postos regulares perdem clientes para os ilegais, que vendem o produto mais barato por não pagar impostos. A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis (Fecombustíveis) estima que o mercado ilegal represente 15% das vendas no estado do Rio.
Para o consumidor, o risco é duplo: o combustível adulterado pode danificar o motor e a sonegação sobrecarrega os impostos pagos por quem cumpre a lei.
Como identificar postos suspeitos
A ANP orienta consumidores a desconfiar de preços muito abaixo da média. Postos que vendem gasolina a R$ 1,00 abaixo do valor de mercado podem estar envolvidos em fraudes. Outros sinais são a falta de nota fiscal e a ausência de lacres nos bicos das bombas.
A agência mantém um canal de denúncias pelo telefone 0800-970-0267. Em 2025, a ANP recebeu 3.200 denúncias de irregularidades em postos no Rio, um aumento de 40% em relação a 2024.
O que dizem os envolvidos
Até a publicação desta reportagem, a defesa dos suspeitos não se manifestou. A PF informou que os alvos serão ouvidos nos próximos dias. A operação segue em andamento, com análise de documentos e depoimentos.
Como denunciar irregularidades em postos de combustível
Perguntas Frequentes
O que é a Operação Posto Limpo?
É uma ação da Polícia Federal que desarticula um esquema de desvio de combustível no Rio de Janeiro. Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão.
Quanto o esquema movimentava?
A PF estima que o grupo movimentava R$ 50 milhões por mês com a venda ilegal de combustível.
Quem são os principais suspeitos?
Empresários do setor de combustíveis, contadores e possíveis servidores públicos corruptos.
Como denunciar postos suspeitos?
Pelo telefone 0800-970-0267 da ANP ou pelo site da Polícia Federal.
Qual a pena para desvio de combustível?
Os crimes podem somar até 20 anos de prisão, incluindo sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.
O desvio de combustível afeta o preço para o consumidor?
Sim. O mercado ilegal reduz a arrecadação de impostos, o que pode levar a aumentos na carga tributária para postos regulares.