Praias da Grande Ilha: movimento intenso nas férias e alerta para exposição ao sol
Com a chegada das férias escolares, as praias da Grande Ilha de São Luís registram movimento intenso e temperaturas acima dos 30°C. O dermatologista Allen Pessoa alerta para os riscos da exposição solar sem proteção adequada, que pode causar queimaduras e, a longo prazo, câncer d
As férias escolares mudam a rotina de muitas famílias e aumentam o movimento nas praias da Grande Ilha de São Luís. Com dias de calor intenso e temperaturas que frequentemente ultrapassam os 30°C neste segundo semestre, o período de lazer ao ar livre exige atenção redobrada com a exposição ao sol e os cuidados com a pele.
Durante as férias, a permanência prolongada ao ar livre aumenta o tempo de contato com os raios solares. Na praia, fatores como o contato com a água e a falsa sensação de proteção causada pela brisa podem levar ao descuido com o protetor solar, aumentando o risco de queimaduras e outros danos à pele.
Riscos imediatos da exposição nas praias da Grande Ilha
O dermatologista Allen Pessoa, professor da Afya Educação Médica São Luís, explica que os principais riscos da exposição excessiva ao sol durante as férias são as queimaduras solares. "Às vezes, as pessoas se esquecem de reaplicar o filtro, não aplicam da maneira correta ou não reaplicam no intervalo em que precisa ser reaplicado, e pode ter riscos de queimaduras solares de primeiro e até de segundo grau", afirma.
Efeito cumulativo da radiação ultravioleta
Segundo o especialista, os cuidados durante as férias são fundamentais porque a exposição costuma ser mais intensa e repetida. Um dia de praia sem proteção adequada pode provocar lesões imediatas, mas a repetição desse comportamento ao longo da vida também representa um risco para a saúde da pele.
Allen Pessoa alerta que a radiação solar tem efeito cumulativo. "Em períodos de férias, tanto no meio quanto no final do ano, quando é mais quente, principalmente em áreas de praia, a exposição repetida ao sol sem a proteção adequada pode trazer consequências ao longo do tempo, como o desenvolvimento de manchas e, no futuro, até do câncer de pele", diz.
Como se proteger nas férias
Para aproveitar as férias com segurança, o médico recomenda o uso de protetor solar com fator de proteção mínimo 30 em todas as áreas expostas. Na praia, a reaplicação deve ocorrer em intervalos menores, a cada uma ou duas horas, ou sempre após entrar no mar, suar excessivamente ou retirar o produto da pele.
Além da proteção química, o especialista reforça a importância das barreiras físicas, como roupas com proteção contra raios ultravioletas, chapéus, bonés, óculos escuros e a permanência em locais com sombra. Essas medidas ajudam a reduzir a exposição direta aos raios solares durante o período de maior intensidade.
Allen Pessoa lembra que o filtro solar é indicado para todas as idades e tipos de pele. Bebês a partir dos seis meses já podem utilizar o produto, enquanto pessoas de pele clara precisam redobrar os cuidados por apresentarem maior risco de desenvolver câncer de pele.
Sinais de alerta após exposição intensa
Após a exposição intensa ao sol, sinais como vermelhidão forte, bolhas, ardência e feridas podem indicar uma queimadura solar aguda e devem ser avaliados por um dermatologista. Já alterações persistentes, como feridas que não cicatrizam por mais de um mês, lesões que sangram ou pintas que aumentam, mudam de cor ou formato também precisam de atenção.
Perguntas Frequentes
Qual o fator de proteção mínimo recomendado para ir à praia?
O dermatologista Allen Pessoa recomenda protetor solar com fator de proteção mínimo 30 em todas as áreas expostas.
De quanto em quanto tempo reaplicar o protetor na praia?
A reaplicação deve ocorrer a cada uma ou duas horas, ou sempre após entrar no mar, suar excessivamente ou retirar o produto da pele.
Bebês podem usar protetor solar?
Sim, bebês a partir dos seis meses já podem utilizar o produto, segundo o dermatologista.
Quais sinais indicam queimadura solar aguda?
Vermelhidão forte, bolhas, ardência e feridas podem indicar queimadura solar aguda e devem ser avaliados por um dermatologista.
Quando procurar um dermatologista após exposição ao sol?
Alterações persistentes, como feridas que não cicatrizam por mais de um mês, lesões que sangram ou pintas que mudam de cor ou formato, precisam de avaliação médica.