STF determina afastamento de Raimundo Cutrim e impõe restrições duras em prisão domiciliar
O STF determinou a prisão domiciliar do secretário estadual de Assuntos Legislativos do Maranhão, Raimundo Cutrim, com restrições severas. Ele se apresentou à Polícia Federal em São Luís no sábado (18) e já usa tornozeleira eletrônica. A decisão proíbe entrevistas, redes sociais
O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a prisão domiciliar do secretário estadual de Assuntos Legislativos do Maranhão, Raimundo Cutrim, com uma série de restrições que limitam drasticamente sua comunicação e circulação. A decisão, que corre em sigilo, foi cumprida no fim da tarde de sábado (18), quando Cutrim se apresentou à Superintendência da Polícia Federal em São Luís.
O que mudou com a decisão do STF? Cutrim chegou à sede da Polícia Federal por volta das 18h, entrando pelos fundos do prédio. Após o cumprimento do mandado, expedido na noite de sexta-feira (17), ele deixou o local usando tornozeleira eletrônica e foi levado para a residência onde cumprirá a prisão domiciliar. O processo tramita sob sigilo, e o STF não divulgou o conteúdo da decisão nem os motivos que levaram à medida.
Restrições impostas na prisão domiciliar A decisão do STF impõe uma série de restrições cautelares a Raimundo Cutrim. O descumprimento de qualquer uma delas pode resultar na revogação da prisão domiciliar e no cumprimento da prisão preventiva em um presídio federal.
- Proibição de conceder entrevistas, direta ou indiretamente
- Proibição de acessar redes sociais
- Proibição de prestar declarações públicas, gravar áudios e realizar ligações telefônicas, observando restrições semelhantes às impostas no sistema penitenciário
- Apreensão de armas de fogo que estivessem em seu poder
- Contato restrito apenas aos familiares mais próximos e aos advogados constituídos
Busca e apreensão autorizada Além da prisão domiciliar, o STF autorizou o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em um endereço ligado a Raimundo Cutrim. A medida permite que a Polícia Federal apreenda documentos, computadores, celulares, dispositivos de armazenamento e outros materiais considerados relevantes para a investigação.
O mandado também autoriza a realização de perícias em equipamentos eletrônicos e a apreensão de valores em espécie superiores a R$ 10 mil, além de bens de alto valor que possam ter relação com os fatos investigados. A ordem tem validade de 15 dias e foi fundamentada no artigo 240 do Código de Processo Penal.
Limites e regras para a operação A decisão do STF também estabeleceu diretrizes para a atuação da Polícia Federal durante o cumprimento dos mandados. A força só deve ser usada em situações excepcionais. A honra e a intimidade do investigado e de terceiros devem ser preservadas. A exposição audiovisual durante as diligências está proibida, e o acesso da imprensa aos locais das operações foi impedido.
Perguntas Frequentes
Por que Raimundo Cutrim foi preso?
O processo tramita sob sigilo, e o STF não divulgou os motivos que levaram à adoção da medida. A decisão foi tomada com base em investigações em andamento.
Quais as principais restrições da prisão domiciliar?
Cutrim está proibido de conceder entrevistas, acessar redes sociais, fazer ligações telefônicas e prestar declarações públicas. O contato é restrito a familiares próximos e advogados.
O que acontece se ele descumprir as medidas?
O descumprimento de qualquer uma das medidas cautelares pode resultar na revogação da prisão domiciliar e no cumprimento da prisão preventiva em um presídio federal.
O que foi autorizado no mandado de busca e apreensão?
A Polícia Federal pode apreender documentos, computadores, celulares, dispositivos de armazenamento, valores em espécie acima de R$ 10 mil e bens de alto valor relacionados à investigação. A ordem vale por 15 dias.
A imprensa pode acompanhar as diligências?
Não. A decisão do STF impede o acesso da imprensa aos locais das diligências e proíbe a exposição audiovisual durante o cumprimento dos mandados.