# PF investiga policiais ligados a facção no Rio de Janeiro

> A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (7) a operação Magen, investigando a ligação de policiais e ex-policiais com uma facção criminosa do Rio de Janeiro. A ação apura a venda ilegal de armas e o vazamento de informações sigilosas para a organização que atua no Complexo 

*Tribuna Livre · Comunidade · 07 de outubro de 2026 · Marisa Quental*

A Polícia Federal (PF) cumpre nesta quarta-feira (7) mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra um grupo acusado de ligações com uma facção criminosa do Rio de Janeiro. A operação, denominada Magen, investiga crimes como a venda ilegal de fuzis e o vazamento de informações sigilosas para a organização criminosa que atua no Complexo de Israel, na zona norte da capital fluminense, além de lavagem de dinheiro.

## Detalhes da Operação Magen

Entre os alvos da operação Magen estão um policial civil, um policial militar e ex-policiais. A investigação, conduzida pelo Grupo de Investigações Sensíveis da PF (GISE) e pelo Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal do Ministério Público do Rio (MPRJ), identificou um núcleo estruturado para obtenção, transporte e revenda clandestina de armas. Segundo a PF, o grupo comercializava fuzis de uso restrito, revólveres, pistolas, carregadores e munições. Indícios apontam que os alvos forneceram dez fuzis AR-15 diretamente à principal liderança criminosa do Complexo de Israel.

## Vazamento de Informações e Lavagem de Dinheiro

Os policiais e ex-policiais investigados utilizavam acesso a sistemas restritos da Administração Pública para repassar dados sigilosos aos líderes da facção. Essas informações incluíam mandados de prisão em aberto, endereços, registros de veículos e detalhes de ações policiais em andamento, com o objetivo de alertar os criminosos e evitar a repressão. As informações sigilosas também eram empregadas em investigações clandestinas voltadas para a extorsão de outros criminosos. A lavagem de dinheiro proveniente do esquema era realizada por meio de manobras de dissimulação, totalizando mais de R$ 100 milhões movimentados em quatro anos, através de contas pessoais e de empresas de fachada.

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Fonte (canonical): https://www.tribunalivrepv.com.br/comunidade/pf-investiga-ligacao-policiais-faccao-criminosa/
