PF investiga policiais ligados a facção no Rio de Janeiro
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (7) a operação Magen, investigando a ligação de policiais e ex-policiais com uma facção criminosa do Rio de Janeiro. A ação apura a venda ilegal de armas e o vazamento de informações sigilosas para a organização que atua no Complexo
A Polícia Federal (PF) cumpre nesta quarta-feira (7) mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra um grupo acusado de ligações com uma facção criminosa do Rio de Janeiro. A operação, denominada Magen, investiga crimes como a venda ilegal de fuzis e o vazamento de informações sigilosas para a organização criminosa que atua no Complexo de Israel, na zona norte da capital fluminense, além de lavagem de dinheiro.
Detalhes da Operação Magen
Entre os alvos da operação Magen estão um policial civil, um policial militar e ex-policiais. A investigação, conduzida pelo Grupo de Investigações Sensíveis da PF (GISE) e pelo Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal do Ministério Público do Rio (MPRJ), identificou um núcleo estruturado para obtenção, transporte e revenda clandestina de armas. Segundo a PF, o grupo comercializava fuzis de uso restrito, revólveres, pistolas, carregadores e munições. Indícios apontam que os alvos forneceram dez fuzis AR-15 diretamente à principal liderança criminosa do Complexo de Israel.
Vazamento de Informações e Lavagem de Dinheiro
Os policiais e ex-policiais investigados utilizavam acesso a sistemas restritos da Administração Pública para repassar dados sigilosos aos líderes da facção. Essas informações incluíam mandados de prisão em aberto, endereços, registros de veículos e detalhes de ações policiais em andamento, com o objetivo de alertar os criminosos e evitar a repressão. As informações sigilosas também eram empregadas em investigações clandestinas voltadas para a extorsão de outros criminosos. A lavagem de dinheiro proveniente do esquema era realizada por meio de manobras de dissimulação, totalizando mais de R$ 100 milhões movimentados em quatro anos, através de contas pessoais e de empresas de fachada.