# Subsídio de R$ 0,35 ao diesel não será retomado, diz ministro

> O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, anunciou que a subvenção de R$ 0,35 ao diesel não será retomada, apesar da alta do petróleo. O governo avalia que os impactos ainda não justificam essa medida.

*Tribuna Livre · Comunidade · 26 de julho de 2026 · Marisa Quental*

## Subsídio de R$ 0,35 ao diesel não será retomado, diz ministro

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, anunciou que o governo não irá restabelecer a subvenção de R$ 0,35 por litro ao diesel, que foi suspensa no início de julho. A declaração foi feita durante a apresentação do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, em que o ministro destacou que, apesar da cotação do petróleo voltar a se aproximar de US$ 100 por barril, ainda não há justificativa para a retomada do benefício.

"Considerando nossa estratégia de suavização de preços, é preciso olhar o que está acontecendo no preço final ao consumidor. Hoje, entendemos que é importante manter o subsídio de R$ 1,12, segurar um pouco a estratégia de retirada gradual tendo em vista a piora do cenário, mas também entendemos que não justifica retomar o de R$ 0,35 até aqui", explicou Moretti.

Além disso, o ministro ressaltou que a subvenção atual já representa um custo fiscal elevado para a União. O governo decidiu manter outras medidas de apoio aos combustíveis, apesar de descartar a volta do subsídio ao diesel.

De acordo com o Ministério do Planejamento, o custo da subvenção da gasolina é estimado em R$ 1,3 bilhão por mês, enquanto o auxílio ao diesel chega a R$ 5,5 bilhões mensais. A retirada gradual dos subsídios teve início após um acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, que fez com que os preços internacionais do petróleo recuassem.

A subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel foi encerrada em 1º de julho, mas o panorama no Oriente Médio, com o retorno dos ataques na região, pressionou novamente os preços do petróleo, levando o governo a manter parte dos incentivos para evitar repasses imediatos aos consumidores.

Até junho, o governo já desembolsou R$ 14,55 bilhões para amenizar os efeitos da alta internacional dos combustíveis sobre os preços internos. Esses recursos foram liberados por meio de crédito extraordinário, que não conta para o limite de gastos, mas deve ser contabilizado na meta fiscal.

Moretti destacou que, desse total, R$ 7 bilhões foram gastos em junho e outros R$ 7 bilhões estão previstos para julho. Desses, R$ 3,3 bilhões decorrem de uma medida provisória editada na última sexta-feira, e R$ 550 milhões referem-se a um acordo para que os estados zerem o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o diesel importado.

Com essas medidas, as despesas ainda devem crescer nos próximos meses. Moretti também afirmou que o impacto adicional será considerado na próxima revisão das contas públicas.

"O quanto vier em julho vai ser projetado no próximo relatório, afetando o espaço na meta. Tudo mais constante, hoje nós temos quase R$ 11 bilhões de espaço. Caso não haja cumprimento da meta, o instrumento ordinário é o contingenciamento", disse o ministro.

Parte do aumento nas despesas tem sido compensada pela arrecadação do setor de petróleo. Como o Brasil é exportador líquido do produto, o governo mantém um imposto de exportação de 12% sobre o petróleo bruto, criado para evitar que a produção seja direcionada exclusivamente ao mercado externo, garantindo o abastecimento interno.

A expectativa inicial era arrecadar R$ 16,5 bilhões em quatro meses com esse tributo. No entanto, com a manutenção da cobrança por mais tempo, o governo ainda não incorporou a receita adicional nas projeções do Orçamento.

O Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas mantém a previsão de superávit primário de R$ 10,8 bilhões para este ano, após considerar a meta de gastos autorizados pelo arcabouço fiscal e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A meta estabelecida pelo governo é de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a R$ 34,3 bilhões, com uma margem de tolerância entre 0% e 0,5% do PIB.

Para cumprir o limite de gastos, o governo mantém um bloqueio de R$ 17,9 bilhões em despesas, mas, até o momento, não foi necessário contingenciar por insuficiência de receitas.

## Perguntas Frequentes

### 1. Por que o subsídio de R$ 0,35 ao diesel não será retomado?

O governo avalia que o aumento do preço do petróleo não gerou impacto suficiente para justificar a reintrodução do subsídio, segundo o ministro Bruno Moretti.

### 2. Qual é o custo da subvenção atual ao diesel?

A subvenção ao diesel representa cerca de R$ 5,5 bilhões mensais para o governo.

### 3. O que pode mudar nos próximos meses em relação aos subsídios?

As despesas relacionadas aos subsídios devem crescer nos próximos meses, e o governo está avaliando o impacto na próxima revisão das contas públicas.

### 4. Quais são as outras medidas de apoio aos combustíveis?

O governo decidiu manter outras medidas de apoio, como a subvenção da gasolina, que tem um custo estimado de R$ 1,3 bilhão por mês.

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Fonte (canonical): https://www.tribunalivrepv.com.br/comunidade/subsidio-r-035-ao-diesel-nao-sera-retomado-diz-ministro/
