Remoção de lideranças do PCC na região completa 01 ano
Remoção de lideranças do PCC na região completa 01 ano

 

Nesta quinta-feira, 13, completou exato 01 ano a remoção de lideranças do PCC  (Primeiro Comando da Capital) que estavam em presídios da região, entre os quais, a P2 de Presidente Venceslau.
O principal líder da facção, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, transferido para o presídio federal, em Brasília, estava na P2 de PV havia anos. As constantes ameaças de invasão e resgate culminaram com sua transfência e de outras lideranças para presídios federais.
A remoção mobilizou vários aparatos da segurança pública do Estado e da União.
Passado um ano da remoção, o trabalho do Estado e Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) continua, a fim de manter a situação sob controle. Durante esse período, autoridades voltaram a receber ameaças de morte em cartas apreendidas nas unidades prisionais, principalmente, com ordens de executar o responsável pelo pedido de transferência, o promotor de Justiça do Gaeco, Lincoln Gakiya. 
“A região está bastante tranquila, a remoção foi um sucesso. Não tivemos rebeliões em presídios regionais, nem mortes e, felizmente, atentados”, afirmou Gakiya ao jornal “O Imparcial”, nesta quinta-feira. Apesar do cenário, reconhece que a situação “obviamente inspira cuidado”.
De acordo com o promotor, nos últimos meses, bilhetes contendo planos de atentados e ameaças foram apreendidos em Presidente Venceslau, Junqueirópolis e Presidente Bernardes. Além delas, há outra situação em Prudente que, por ora, não será divulgada. “Os serviços de inteligência, tanto do Ministério Público, quanto das polícias e Administração Penitenciária, estão bastante atentos a possíveis retaliações por parte do crime organizado”. Além disso, conta com reforço da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar) e Baep (Batalhão de Ações Especiais).
No momento, o Ministério Público busca identificar as novas lideranças, tanto dentro do sistema penitenciário, quanto nas ruas. Desta forma, segundo Gakiya, será possível puni-las e retirá-las das ruas. “Os que estão presos, se continuarem a comandar o crime organizado, eventualmente serão removidos ao sistema federal”, afirma. Além das descobertas dos novos nomes, outra preocupação do órgão diz respeito à comunicação dos membros, problema de “difícil solução”. “Eles têm acesso a advogados, visitas de familiares. Então, normalmente, a comunicação é feita através destas pessoas”, lamentou.
Atualmente, estima-se que a facção criminosa tenha 30 mil integrantes, sendo 12 mil concentrados no Estado de São Paulo. Como já noticiado por este diário, com base nas apreensões de drogas e documentos da facção e com valores que auferem com o tráfico de cocaína na Europa, estima-se que movimentem US$ 100 milhões (dólares) anuais brutos, o que equivale a aproximadamente R$ 400 milhões por ano. A facção está a um passo de se tornar uma máfia, mas segundo Gakiya, falta a expertise no que diz respeito à lavagem de capitais “que não é bem definida”, restrita a alguns dos principais integrantes.
 

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