Doria afirma que primeiro lote da Coronavac chega a SP nesta quinta
Doria afirma que primeiro lote da Coronavac chega a SP nesta quinta

Em entrevista a uma rádio de Pernambuco, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), informou que o Instituto Butantan deve receber o primeiro lote da vacina Coronavac, produzida em parceria com o laboratório chinês Sinovac, nesta quinta-feira, 19, um dia antes do prazo previsto. “E a vacina do Butantã, a Coronavac, ela chega agora, nesta quinta-feira, chega já o primeiro lote das vacinas. Ela virá em lotes, pronta do laboratório Sinovac, e depois nós produziremos aqui, no próprio Butantã, para os brasileiros de São Paulo e brasileiros de todo o país, isso se o Ministério da Saúde entender, como deveria, que a vacina é para todos. Aliás, essa é a nossa defesa”, afirmou Doria.

Cerca de 120 mil doses devem chegar a São Paulo nesta quinta-feira. A vacina está na fase final de testes. “Nós temos a última fase da pesquisa, a última e derradeira. Estamos provavelmente nas últimas duas, três semanas dessa fase final da pesquisa para submeter os resultados à Anvisa. Estamos seguindo rigorosamente o protocolo internacional de testagem da vacina e também é o protocolo da Anvisa”, disse Doria. A expectativa é de que o Butantã produza 40 milhões de doses.

Na semana passada, a Anvisa autorizou a retomada dos testes clínicos da Coronavac. O estudo havia sido suspenso na segunda-feira, 9, por causa da ocorrência de um evento adverso grave em um dos voluntários. Segundo fontes da pesquisa, o evento foi a morte de um homem de 32 anos, com suicídio como causa provável, e que não teria nenhuma relação com o imunizante.

A CoronaVac é uma das vacinas experimentais contra a covid-19 que está sendo usado para inocular centenas de milhares de pessoas na China sob um programa de uso emergencial.

Gang Zeng, pesquisador da Sinovac envolvido no estudo com a CoronaVac, disse que a vacina pode ser uma opção atrativa porque pode ser armazenada em temperatura de geladeira de 2 a 8 graus Celsius e pode permanecer estável por até três anos.

“Ofereceria algumas vantagens na distribuição para regiões onde o acesso a refrigeradores é desafiador”, disse o autor.



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