Então é (quase) Natal
Então é (quase) Natal

Sei que é cedo para fazer um balanço de 2020. Ainda há muitas árvores de Natal para montar e um longo mês até o Papai Noel nos dar o ar da graça.

Que se dane: farei mesmo assim. Hoje, conversando com um colega de trabalho, chegamos à conclusão de que estamos cansados de fazer nada. O leitor mais afobado retrucará: “Como assim de não fazer nada? Trabalhamos loucamente, só que de casa”. Aí é que está: produzimos mais - pois o home office muitas vezes ultrapassa limites de horário – mas não fizemos nada para nos divertir.

Este foi um ano em que as roupas não saíram do armário, muito menos os sapatos. Pudemos nos dar ao luxo de trabalhar descabelados, de roupa de ginástica, ao lado de nossos cachorros e fazendo pequenas pausas para um lanchinho aqui e uma lavada de louça lá.

Porém, no quesito diversão, foi um ano bem xoxo. Para passar o tempo, comemos e bebemos em frente à TV, ganhamos alguns quilos, maratonamos séries, lemos alguns livros. Tudo isso sem tirar o pijama.

Quem se arriscou a ir a um barzinho (para continuar comendo e bebendo, só que bem vestido) teve que enfrentar olhares tortos dos colegas, fazer pedido para o garçom via WhatsApp e tentar adivinhar se o boy por trás da máscara é bonito de verdade ou só tem belos olhos.

Particularmente, não tenho tanto do que reclamar de 2020. Acho que ele foi um ano de reflexão e muitas mudanças para muita gente. Eu, por exemplo, deixei a capital e vim para o interior. Tenho amigos que fizeram o mesmo. Outros mudaram até de estado civil. Alguns se tornaram empreendedores.

Mas, confesso, sinto falta de abraçar as pessoas, conversar ao vivo, curtir uma baladinha de vez em quando, aproveitar que agora moro em uma casa com quintal e fazer aquele churras com bastante aglomeração.

Já não aguento mais comemorar com soquinhos, fazer terapia por mensagem de vídeo, encontrar os amigos no meeting, trocar happy hour por live.

Isso sem falar no forró. Que saudade de dançar um bom forró!

Então, mesmo que o bom velhinho ainda não tenha nem tirado o trenó da garagem e as renas estejam descansando lá na Lapônia, já deixo aqui o meu pedido de Natal.

Que 2021 traga uma vacina eficiente e muita saúde para que possamos trabalhar bastante e nos divertir ainda mais.

Hohoho!



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