Prefeita Bárbara e vereadores vão se reunir para discutir dissídio dos servidores
Prefeita Bárbara e vereadores vão se reunir para discutir dissídio dos servidores

Está agendada para esta segunda-feira, 22, uma reunião entre os vereadores da Câmara e a prefeita de Presidente Venceslau, Bárbara Vilches (PV). Na pauta, a discussão sobre o dissídio coletivo dos servidores públicos municipais.
No último dia 05, o Sindiserve (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais) entregou a pauta de reivindicação da categoria. No mesmo dia, a Câmara de Presidente Venceslau também recebeu a pauta.
Os servidores estão reivindicando 7% de reajuste e aumento no ticket-refeição, que passaria de R$ 336,00 para R$ 500,00, além de outras cláusulas elencadas na pauta.
Conforme o Sindiserve, por conta da Covid-19, não foi possível realizar assembleia para definição do índice. O índice de 7% foi estabelecido pela diretoria, em consenso, assim como o valor do ticket.
O sindicato alega perda de mais de 38% de salários nos últimos anos. No ano passado, a gestão anterior não concedeu aumento, apenas elevou o valor do ticket.
Na segunda-feira, 15, a prefeita Bárbara se reuniu com a diretoria do sindicato para discussão do dissídio da categoria. De pronto, Bárbara disse que está impedida, por força da Medida Provisória 173, editada em razão da pandemia, de conceder qualquer reajuste salarial. Esta MP tem validade até 31 de dezembro de 2021.
No entanto, a prefeita sinalizou, conforme o sindicato, de promover aumento do ticket, considerando o período inflacionário com base no IPCA (Índice Preço do Consumidor Amplo), que em 2020 foi de 4,52%. Assim, o ticket passaria de R$ 336,00 para R$ 350,00.
Nesta quinta-feira, 18, a diretoria do sindicato esteve na Câmara Municipal para discutir o tema com os vereadores. O sindicato, após análise sobre a MP 173 pelo jurídico da Câmara e da categoria, informou que não há qualquer impedimento para concessão de reajuste, uma vez tratar-se correção inflacionária. 
O presidente da Câmara, vereador João Cola (PSDB), reiterou que a prefeita pode, se quiser, repor também a inflação de 2019 que não foi concedida pela gestão anterior durante o dissídio da categoria, sem infringir a MP 173.



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