Entidade relata irregularidades de acessibilidade na área central de PV
Entidade relata irregularidades de acessibilidade na área central de PV

A Associação dos Deficientes Físicos de Presidente Venceslau fez um relato sobre irregularidades que encontrou nos espaços reservados aos portadores de deficiência física, na área central da cidade. O Tribuna Livre teve acesso ao documento, que traz fotos e vários apontamentos sobre as irregularidades encontradas.

No último dia 12, os membros da entidade percorreram e fotografaram diversos pontos da cidade, verificando locais onde há falta de demarcação de solo, placas indicativas e rampas adequadas. O alvo foram setores prioritários, como estabelecimentos bancários, farmácias, lotéricas, mercados, lojas comerciais, clínicas de fisioterapia, academias, santa casa, laboratórios, posto de saúde, entre outros onde funcionam órgãos públicos.

A entidade menciona que, por diversas vezes, enviou ofícios ao prefeito Jorge Duran solicitando providências para corrigir os problemas. 

“Como se sabe esses benefícios são um direito do deficiente, contudo, mesmo assim, não somos respeitados”, destaca a entidade.

Entre os vários locais verificados, apenas três estão de acordo com o que pede a lei da acessibilidade, a saber: em frente ao banco Santander; no acesso ao supermercado Pires da Princesa Isabel; e em frente a Açaitaria dos Amores, na avenida Newton Prado. Nos demais foram constados algum tipo de problema, principalmente falta de demarcação de solo e nas rampas.

A associação encontrou dois pontos sem qualquer um dos itens de acessibilidade: na esquina da avenida Princesa Isabel com Barão do Rio Branco, ao lado da Cooperótica, e em frente ao Banco do Povo (antiga Prefeitura).

Como resultado do levantamento, a Associação identificou muitas situações de limitação da acessibilidade no espaço estudado, associadas a problemas de diferentes origens e com vários níveis de complexidade, que evidenciam as condições de acessibilidade extremamente precárias do centro da cidade. 

“Verificou-se, ainda, que em muitos casos o comprometimento da acessibilidade se dá por questões que seriam facilmente resolvidas, o que também revela a falta de consciência geral da comunidade em relação à questão. Tais situações apontam, enfim, um problema de cunho social, na medida em que mostram que o desenvolvimento urbano em Presidente Venceslau não tem garantido espaços públicos de qualidade mínima a todos os habitantes da cidade, ferindo os direitos da coletividade relativos à livre circulação e acesso aos espaços”, expõe a entidade.

“Embora consista em um direito da coletividade, a ausência da acessibilidade é sentida principalmente por uma minoria da sociedade, que diariamente enfrenta severos problemas de acesso e deslocamento pela cidade: são as pessoas com mobilidade reduzida (PMR), que apresentam restrições na mobilidade e uso dos espaços, decorrentes de alguma alteração em sua estrutura física, sensorial, orgânica ou mental, seja ela de caráter definitivo ou temporário”, conclui o relatório. 

 

Compartilhar Google+


Comentário(s)

Publicidade










 

Siga-nos

Acompanhe o Tribuna Livre nas Redes Sociais!

Notícias Recentes






1