Varejo deve iniciar recuperação em 2017, diz presidente do Sincomércio
Varejo deve iniciar recuperação em 2017, diz presidente do Sincomércio

Após dois anos consecutivos de queda (2014 e 2015) e a projeção de estabilidade para este ano, o faturamento do comércio varejista no Estado de São Paulo deve registrar crescimento de 1% em 2017, segundo estimativa do Sincomércio/Pontal (Sindicato do Comércio Varejista do Pontal do Paranapanema e Alta Paulista). 

De acordo com o presidente do Sincomércio, a recuperação das vendas deve ser um processo longo e bem gradual e não são esperados resultados expressivos em 2017, dada a profundidade da atual recessão, a forte corrosão observada na renda das famílias, principalmente as de menor poder aquisitivo e o tempo necessário para maturação de novos investimentos. 

A aprovação da política de teto para os gastos públicos e a manutenção de um ciclo de queda nas taxas básicas de juros, segundo Guido, tendem a restaurar a confiança dos agentes econômicos, estimulando novos investimentos e criando as bases para um melhor controle da inflação, que tende a lentamente convergir para o centro da meta.

Guido afirmou que, para o Estado de São Paulo, é esperada uma recuperação mais rápida do que para o Brasil. Ele cita que a economia paulista deve se beneficiar mais intensamente de uma eventual melhoria da indústria e do comércio externo, que têm impactos positivos mais intensos sobre a renda.

Varejo em 2016

O comércio varejista do Estado de São Paulo deverá apresentar, no final de 2016, uma taxa nula de crescimento, com faturamento real acumulado de R$ 580 bilhões, montante similar ao obtido em 2015. Apesar de o resultado estar muito aquém do desejável, o setor conseguiu superar os prognósticos negativos traçados no início do ano, quando se estimava nova queda anual de vendas ao redor de 5%, após ter registrado uma retração de 6,3% em 2015, o pior desempenho anual da história recente do varejo paulista.

Natal 

As vendas do comércio varejista no Estado de São Paulo devem registrar leve queda de 0,3% em dezembro em relação ao mesmo período de 2015, e o faturamento real deve atingir R$ 59,1 bilhões no mês. Segundo o sindicato, mesmo com o início da reversão do ciclo de quedas nas vendas observado a partir de junho, não há elementos que sustentem uma previsão otimista para o movimento varejista em dezembro de 2016. A persistência do quadro de retração da renda e elevada taxa de desemprego, aliadas as altas taxas de juro e dificuldade de acesso ao crédito, devem desestimular as vendas no Natal. (Com Assessoria)

 

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