Lava Jato cogitou buscar até na Suíça provas contra Gilmar, diz site

Diálogos entre os procuradores da Lava Jato mostram que o grupo se mobilizou para buscar dados e informações até na Suíça que incriminassem o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal). A intenção seria pedir suspeição e até o impeachment do ministro. As mensagens foram publicadas na tarde desta terça-feira, 06, pelo site do jornal El País, em conjunto com o The Intercept Brasil.
De acordo com os diálogos dos procuradores, a prisão do ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, tido como o operador financeiro do PSDB, levou o grupo a buscar possíveis ligações entre o preso e o ministro. Coordenador da força-tarefa no Paraná, Deltan Dallagnol disse que havia um boato em São Paulo que parte do dinheiro de Preto mantido em contas no exterior seria de Gilmar. Procurado pelo UOL, o ministro negou ter conta fora do Brasil.
Para os procuradores, o ministro da STF foi indicado por Aloysio Nunes, que foi ministro-chefe da Secretaria-geral da Presidência da gestão Fernando Henrique Cardoso entre 1999 e 2001. Em 2002, quando foi nomeado à Corte Superior, Gilmar era advogado-geral da União.
Com base nesta suposta ligação, os procuradores teriam se mobilizado para apurar e tabelar decisões e acórdãos do ministro e planejaram acionar investigadores na Suíça para tentar reunir dados contra Gilmar, mesmo que isso fosse extrapolar as competências institucionais da Lava Jato.


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