Agricultura dá dicas para evitar compra de azeites fraudados

 

A Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo mantém o grupo Oliva SP que desenvolve pesquisas multidisciplinares na área de produção de azeite de oliva. O grupo busca incentivar a produção paulista de azeites de alta qualidade e conscientizar os consumidores sobre as características de um bom produto.
Pesquisas desenvolvidas pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL-APTA) e Unicamp mostram que o produto fraudado, além de prejudicar o consumidor financeiramente, também traz prejuízos para a saúde. 
De acordo com a pesquisadora do ITAL, Ana Maria Rauen Miguel, o Ministério estabeleceu em 2012 legislação que traz as características de classificação do azeite de oliva em extravirgem, virgem e lampante, este considerado inadequado para o consumo humano.
“O azeite extravirgem não pode ter a mistura de outro tipo de óleo, porém, uma fraude comum que ocorre no Brasil é a mistura de óleo de soja ao azeite, já que este é o mais barato dos óleos vegetais e tem sabor e odor neutros que não modificam o cheiro e o gosto do azeite. 
Riscos à saúde
Estudo desenvolvido pelo ITAL, em conjunto com a Unicamp, mostrou que os contaminantes ésteres de monocloropropanol e glicidol, cuja formação é induzida pelo calor, foram encontrados em azeites comercializados como extravirgens. Essas substâncias, porém, são formadas durante o refinamento de óleos vegetais sob alta temperatura e não deveriam ser verificadas em azeites sem a mistura desse tipo de óleo.
Além de identificar um novo método para verificação de fraude, o trabalho prova que o produto adulterado pode causar prejuízos para a saúde do consumidor. Essas substâncias são consideradas carcinógenas e algumas delas podem levar à supressão da função imunológica.
Segundo a pesquisadora da APTA, Edna Bertoncini, a principal dica para os consumidores é preferir os produtos brasileiros, que passam por um processo de logística mais rápido do que os produtos importados. “Diferentemente do vinho, um bom azeite de oliva precisa ser novo. Quanto mais novo, melhor”, diz.
Analisar o índice de acidez não ajuda muito na compra do azeite, isso porque o produto é analisado no momento do envase e na logística de transporte até chegar a mesa do consumidor os índices de acidez podem não ser aquele expresso na embalagem.
Bertoncini explica que a melhor forma para identificar a fraude e a qualidade dos azeites é por meio da realização de análises sensoriais. “O consumidor precisa aprender a degustar o produto. Com técnicas simples ele descobre com facilidade os produtos fraudados”, afirma.
Confira algumas dicas na hora de comprar: Compre azeites envasados em embalagens bem escuras. A luz é um dos fatores que prejudicam a qualidade dos azeites; Produtos envasados em embalagens de metal (lata) podem ser uma boa opção; Opte por produtos com data de envase mais recente e só consuma azeites dentro do prazo de validade; Prefira comprar embalagens menores do produto, assim é possível consumi-lo de forma mais rápida e dentro do prazo de validade; Desconfie de produtos muito baratos. 
(Com SP Notícias)


Publicidade










 

Siga-nos

Acompanhe o Tribuna Livre nas Redes Sociais!

Notícias Recentes






1