Delegado do caso explica como se deu a execução de Celso Daniel


O policial contou que, segundo as investigações, os sequestradores levaram Celso Daniel para um cativeiro em área urbana. Mais tarde, decidiram mover o prefeito para um sítio em uma região afastada, na cidade de Juquitiba, na Grande São Paulo. Lá, descobriram que a vítima mantida em cárcere privado era uma personalidade, um homem conhecido e importante na política estadual.
Então, o mentor do sequestro telefonou para os dois sentinelas do cativeiro e ordenou que a vítima fosse solta. “Libera que é uma bomba”, teria dito o criminoso ao comparsa. “Se apavoraram com a notícia do sequestro. Monstro ligou para o Zé Edison e o Lalo [sentinelas do cativeiro], mas o Zé Edison pensou que iria ser reconhecido. Então, levaram o prefeito, no sábado à noite, para uma estradinha de terra e o mataram. Zé Edison desobedeceu a ordem do líder da quadrilha. O Lalo também”, relatou Santi.
Crime semelhante
De acordo com a apuração policial, a mesma quadrilha havia se envolvido em um caso de sequestro similar cerca de duas semanas antes de o prefeito Celso Daniel ter sido morto. As características da abordagem eram semelhantes e o local escolhido para manter a vítima era o mesmo.
“Mataram um travesti nas mesmas circunstâncias. Viram a vítima chegando em um Audi para fazer ‘ponto’ no Butantã. A levaram para o mesmo cativeiro do Celso Daniel. O travesti disse que só tinha R$ 3 mil. Então, o levaram para o meio da estradinha e o mataram”, disse Santi.
Fuga e prisões
Segundo o delegado Edson Santi, 26 suspeitos que tinham algum envolvimento com a quadrilha da Favela Pantanal foram identificados. Desse total, o Deic prendeu 21 pessoas, a Polícia Federal outras três. Um acusado foi detido pelo DHPP, outros dois pelo 98º DP (Parque Santo Antônio) e pela Polícia Militar.
No entanto, sete nomes estavam ligados diretamente ao sequestro de Celso Daniel: Ivan Rodrigues da Silva (Monstro), Itamar Messias Silva dos Santos (Zóio de Gato), Rodolfo Rodrigues dos Santos Oliveira (Bozinho), Elcyd Oliveira Brito (John), Marcos Roberto Bispo dos Santos (Marquinhos), José Edison da Silva (Edison) e Laércio dos Santos Nunes (Lalo), que era adolescente à época dos fatos.
“O Monstro, o Zé Edson e o Elcyd fugiram para a Bahia. Foram fazer um assalto, a polícia local chegou em tempo e o Zé Edison jogou uma granada [nos PMs], mas não detonou. O Zé Edison foi o único preso. Ele usava outro nome. Itamar e Bozinho foram presos pela Polícia Federal em Aparecida (SP), quando voltavam da Bahia. Nós prendemos o Marquinhos, o Monstro, apreendemos o Lalo [menor] e trouxemos o Edison da Bahia. O Elcyd foi preso em São Paulo”, relembrou Edson Santi.
Situação dos 
condenados
Atualmente, segundo apuração da reportagem do R7, seis condenados pela Justiça por participação no sequestro e morte de Celso Daniel ainda cumprem pena pelo crime: três na Penitenciária de Presidente Venceslau 2, um no Centro de Progressão Penitenciária de Valparaíso, um na Penitenciária de Tupi Paulista e outro que obteve a progressão da pena para o regime aberto, em novembro de 2018. O adolescente se envolveu em um roubo, foi condenado a seis anos e quatro meses de prisão mas, hoje em dia, está em liberdade condicional.


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