Hospital que testou Bolsonaro omite ao DF dois nomes de pacientes com covid-19


O Hospital das Forças Armadas (HFA) omitiu ao governo do Distrito Federal (DF) dois nomes em uma lista de infectados com o novo coronavírus. Uma lista de 17 infectados, sendo que 15 estão identificados, foi entregue ao governo do DF. O presidente Jair Bolsonaro foi uma das autoridades que fizeram exame no local, mas afirmou nas redes sociais ter testado negativo. O nome dele não está entre os 15 mencionados pelo hospital. As informações são do Jornal o Estado de São Paulo.
A reportagem pede há dias à Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) que apresente os resultados do exames já feitos pelo presidente, mas até hoje não obteve resposta.
Procurado, o Hospital das Forças Armadas não respondeu. A Secretaria de Saúde do DF disse não ter manifestação.
23 infectados
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero), Marcelo Thomé, confirmou recentemente que testou positivo para Covid-19.  Ele é o 23º membro da comitiva que acompanhou o presidente Jair Bolsonaro em viagem aos Estados Unidos a contrair o novo coronavírus.
Bolsonaro teve contato com auxiliares que já foram diagnosticados com o coronavírus nos últimos dias, como o secretário de Comunicação, Fabio Wajngarten, e o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno.
Lei da Informação
O presidente Jair Bolsonaro editou na noite de segunda-feira (23) medida provisória que suspende os prazos de resposta a solicitações previstos na Lei de Acesso à Informação (LAI) para entidades da administração pública que estejam em regime de quarentena ou teletrabalho por causa da pandemia de coronavírus.
A MP também suspende os prazos de resposta para os casos em que os servidores encarregados da resposta precisem comparecer presencialmente e estejam diretamente envolvidos nos esforços de combate à pandemia.
A MP que suspende os prazos de resposta da LAI foi criticada pelo líder do PSB na Câmara dos Deputados, Alessandro Molon (RJ), que afirmou que apresentará emendas para alterar o texto da medida durante sua tramitação no Congresso.
“É inaceitável que Bolsonaro esteja utilizando deste expediente para limitar o direito de todos à informação”, afirmou, segundo nota divulgada por sua assessoria.
“O que ele quer esconder da população agora? Não quer que todos possam acompanhar a gravidade da pandemia e fiscalizar a atuação do governo? Nós estamos cobrando ações do governo, mas no lugar disso, ele tenta esconder os fatos como se estivesse empurrando a sujeira para debaixo do tapete. Ele só se esquece que estamos tratando da vida dos brasileiros”, acrescentou.


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