Compartilhando ... Mães e filhos!

O dia das mães é carregado de simbologia. É fato, só existimos porque temos mãe (e pai!). E toda filha quer e pode ser mãe. Aí o ciclo se completa. Passamos a viver intensamente esse papel!
Acredito que não há como ser uma mãe “morna”. Por  minhas vivências e  observações do dia a dia, entendo que toda mãe de verdade é muito intensa. Somos intensas em amar, em ficar bravas, em querer, em não admitir, em planejar, em sofrer e em ficar felizes.
Para nós, as mães, é muito fácil optar: filhos são nossos tesouros e o centro de nossas vidas. Nosso melhor desejo é para eles. Nossos melhores pensamentos são para eles. Nosso sorriso depende do sorriso deles. Nossa paz depende da felicidade deles!
Fico pasma ao saber que há mães e filhos que não se entendem; por mais que haja divergência de pensamentos e formas de agir, a base da educação de nossos filhos é  fomentada por nós, pais e mães. Respeito e compreensão valem em todas as situações; se devemos respeitar e compreender a individualidade das pessoas, entre essas pessoas se inserem nossos filhos.
Toda maternidade responsável implica em problemas, angústias, fases menos ou mais problemáticas, preparação para a maturidade e entendimento dos percalços naturais do crescimento de cada ser humano. Nessa dualidade “mãe e filhos” nós devemos ser o sinal da maturidade, do equilíbrio, da sensatez, do despreendimento, do apego/desapego. Os tempos atuais estão muito difíceis na questão do egocentrismo, das dificuldades de ascensão social e profissional, da busca da felicidade. E essas dificuldades afetam nossos filhos e cabe a nós dar-lhes apoio e orientação.
Num relacionamento saudável entre mães e filhos, onde o diálogo e o respeito devem prevalecer, muito há para ser construído a quatro mãos, muito há que se aprender nessa via de mão dupla que é o crescimento e o amadurecimento pessoal. Mães não apenas ensinam, mães também aprendem; filhos não erram sempre, filhos também acertam (e muito!); mães sofrem com os percalços da vida de seus filhos, filhos sofrem muito com os próprios percalços; mães têm ponto de vista sedimentado pelas experiências vividas, filhos têm ponto de vista sedimentado no momento contemporâneo. Enfim, ser mãe é crescer junto com os filhos!
Na verdade, o cuidado, o carinho, o afeto e a conexão entre mãe e filhos, de qualquer forma ou jeito, são a base da essência humana. O tão propalado amor incondicional entre mães e filhos é essencial e o exercício  desse sentimento desde pequenos, prepara-os para um mundo melhor. 
Embora contaminado pelo comércio oportunista e pelas redes sociais com suas mensagens prontas, o Dia das Mães merece um momento de reflexão, tanto das mães quanto dos filhos. O quanto nós, mães, estamos contribuindo para o desenvolvimento saudável de nossos filhos; e os filhos, o quanto estão se respaldando no amor, nos conceitos e na educação maternas (e/ou paternas).
É comum, que as mães se sintam, às vezes, incapazes de enfrentar os problemas que ocorrem nessa relação tão importante e delicada. Então, nosso maior “socorro” é a Virgem Maria, que como mãe sabe dos nossos anseios e sempre nos atenderá ao solicitarmos seu amparo. Afinal, Ela e nós falamos a mesma linguagem: do amor incondicional!
“Pelas vezes que ouvi você dizer que a vida era cheia de feridas, e que é justo nas dores mais doídas que a gente aprende a suportar, que é caindo que se aprende a levantar... se eu vivesse cem vidas neste mundo, não seria o bastante pra te amar!”  ( Poema: Mãe - Bráulio Bessa)
(*) Aldora Maia Veríssimo – AVL – Cadeira nº 04


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