Não podemos, em momento algum, deixar de ter fé,  de acreditar em Deus.
Mas existem momentos na vida, pelos quais passamos, nos quais o lamento deve ser permitido e compreendido.
Se as lágrimas lavam o rosto e a alma, podemos chorar sem nenhuma vergonha.
Dias e mais dias assistimos o drama e o desespero dos que estão sendo atingidos por uma doença viral, que causa medo, tremor e assusta a todos nós.
Fica difícil quem não se comove com as pessoas que,  incrédulas, repentinamente perdem amigos, parentes e entes queridos.
As redes de TVs,  rádios, jornais, revistas e internet reproduzem uma espetáculo trágico, interminável que parece não ter fim.
Âncoras, jornalistas, com semblantes tristes, são o retrato do que parece não ter fim.
Pelo contrario.
Aumenta e, com ele, a dor pela comoção psicológica que provoca a quem assiste.                                   
Só os insensíveis e sem coração, que parecem não ter amor pelo próximo, minimizam, debocham e propõe soluções que sabem ser inócuas e vazias, desrespeitando a Ciência.
Vivemos um “apocalipse” - onde as ações humanas têm se revelado incapazes de encontrar soluções.           
O mundo parou e tenta desesperadamente sobreviver.       
Somos parte dele e não podemos ignorar.
Precisamos dar todo apoio para os que cuidam de nossa saúde e muitas famílias. São médicos, enfermeiros, motoristas de ambulância, profissionais que estão arriscando suas vidas para salvar o próximo.
Os meios materiais são insuficientes e compreendemos que nenhum país suporta a força deste mal, que ninguém consegue  identificar e deter.                 
A união, a solidariedade, o amor ao próximo, a fé em Deus, são componentes indispensáveis neste momento de ameaça geral.
Vamos no unir em orações a Deus para que tenha piedade de nós e com seu poder onipotente nos livre deste mal terrível e avassalador, sem demagogia, populismo e egoísmo.
(*) O autor é jornalista, produtor rural e colaborador do Tribuna Livre  


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