Prefeitos protestam contra decreto das armas e cobram vacinação em massa

A Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) cobrou do governo federal um cronograma de prazos e metas de imunização da população contra a covid-19. A entidade, que representa 412 municípios com mais de 80 mil habitantes, acusa o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, de não cumprir o acordo de se reunir, a cada dez dias, com os prefeitos. Para os municípios, a escassez e falta de doses de vacinas em cidades de todo o país é resultado de erros do governo federal na coordenação do enfrentamento da pandemia. 
Na mesma nota, a frente nacional critica a decisão do presidente Jair Bolsonaro de editar quatro decretos facilitando o porte e a posse de armas, em vez de priorizar a resolução de problemas relacionados às vacinas.
“A FNP reitera que não é momento para discutir e avançar com a pauta de costumes ou regramento sobre aquisição de armas e munições. Isso é um desrespeito com a história dos mais de 239 mil mortos e uma grave desconsideração com a população. Prefeitas e prefeitos reafirmam que a prioridade do país precisa ser, de forma inequívoca, a vacinação em massa”, diz trecho da nota.
Os prefeitos defendem a elaboração e o cumprimento de um cronograma com prazos e metas para a vacinação de cada grupo, por faixa etária, doentes crônicos, categorias de profissionais etc. “Disso depende, inclusive, a retomada da economia, a geração de emprego e renda da população”, alega a FNP, que reúne prefeitos de 100% das capitais e que governam 61% dos habitantes e 74% do Produto Interno Bruto (PIB).


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