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16% das crianças e adolescentes no Brasil dizem que já receberam conteúdo sexual na internet

Atualizado: 26 de out. de 2023

Edição 2023 do levantamento TIC Kids Online ainda revela que 9% dos usuários de internet de 11 a 17 anos afirmam ter sido abordados por outras pessoas pedindo fotos sem roupa no ambiente virtual. - Com G1

Um estudo revelou que 16% das crianças e adolescentes brasileiras de 11 a 17 anos disseram já ter recebido mensagens com conteúdo sexual na internet. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (25) na pesquisa TIC Kids Online Brasil 2023.


O levantamento foi realizado pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), que, desde 2012, faz uma análise sobre o uso de internet no país todo ano. O Cetic.br entrevistou presencialmente 2.704 crianças e adolescentes, ao lado de seus pais ou responsáveis, entre março e julho de 2023. Ainda sobre o tema envolvendo conteúdo sexual na internet, a pesquisa apontou que:

  • o percentual de pessoas que disseram ter recebido conteúdo sexual on-line foi maior entre adolescentes de 15 a 17 anos (27%), que são os usuários mais assíduos de internet, de acordo com Luísa Adib, coordenadora do estudo;

  • 9% das crianças e adolescentes de 11 a 17 anos afirmaram que outras pessoas já pediram na internet uma foto ou vídeo em que elas aparecessem sem roupa;

  • 5% disseram que outras pessoas já pediram para elas falarem sobre sexo no ambiente on-line;

  • 9% dos usuários de 9 a 17 anos alegaram que viram fotos ou vídeos de conteúdo sexual na internet nos últimos 12 meses;

  • sobre o meio em que viram essas imagens, 26% alegaram que foi nas redes sociais; 9% em sites de vídeos; e 5% em sites de jogos.

"Cabe destacar que o contato com esses posts não representa, necessariamente, resultados problemáticos. A TIC Kids aponta que 37% dos usuários de 11 a 17 anos dizem ter visto informações sobre sexualidade, como saúde sexual ou educação sexual on-line", explica Luísa Adib. Para o gerente do Cetic.br, Alexandre Barbosa, o relatório mostra uma tendência crescente de uso da internet já na primeira infância e ressalta que esse levantamento pode orientar políticas e ações voltadas na garantia dos direitos e proteção do público infantil.

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