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A barbarie de volta


E a barbárie voltou. Na verdade, pensando bem, nunca deixou de existir. Desde tempos imemoriais assistimos e tomamos conhecimento das atrocidades que ocorrem entre os seres humanos. Atila, o rei dos hunos, na conquista das estepes matava e dilacerava seus algozes, na idade das trevas a igreja queimou nas fogueiras os “hereges” que apenas tinham ideias diferentes daquelas que eram as aceitas. Um psicopata na primeira metade do século passado dizimou milhões de judeus em câmaras de gaz em nome de uma dita raça pura e ainda há pouco na África e nos Balcãs os homens se trucidam em nome de religião e poder. O ser humano é o único animal no Universo que mata por prazer e por vingança...

Assisto na TV, de forma aterradora, os fanáticos do “Hamas” decapitando crianças inocentes e pessoas sendo queimadas vivas, misseis destruindo cidades inteiras na zona de Gaza, na Ucrânia e na Russia e, distante, considero que estes lastimáveis acontecimentos não deverão me atingir. Ledo engano! Estão muito próximos de nos, tão próximos que não conseguimos sequer configurar e sentir a tragédia. Os civis que vejo mortos estendidos pelas ruas de Israel os vejo também nos quiosques da barra da tijuca na figura de médicos inocentes que participavam de um congresso importante para nossas vidas e foram aniquilados com mais de 30 tiros e, pasmem, por engano, como se a vida fosse um pedaço de papel que pode ser amassado e jogado no lixo. O numero de feminicidios aumenta assustadoramente em nosso país a exemplo do que ocorre na Nigéria ou em Cabul onde a mulher é considerada um ser de segunda classe e existem santuários do crime nas grandes cidades brasileiras, regiões que não obedecem as nossas leis e a autoridade dos bandidos explora e vilipendia os brasileiros de bem que ficam confinados em suas casas emudecidos pelo medo e sem contar com a força de nossas autoridades. Neste sentido é espantoso saber que uma ministra é capaz de dar parecer favorável à pratica do aborto até a décima segunda semana da gestação quando o feto já se movimenta, está formado e tem coração que, como o nosso, pulsa dentro do peito. Trata-se ou não de um ato de barbárie?

Deus nos deu o caminho pra chegar até Ele e, mais do que isso entregou seu filho para, imolado, nos salvar dos pecados. Amor ao próximo, obediência ao Pai, humildade, simplicidade, caridade e fé devem fazer parte de nossa existência e estão estabelecidas na Sua palavra. A Bíblia é este único caminho para a vida eterna. Nos deu também o livre arbítrio porque nos deu a liberdade de escolher qual trajeto queremos seguir. Por isso é fundamental que neste momento, quando a barbárie nos atinge, quando estamos desorientados e perdidos, quando aumenta exponencialmente o abandono da vida, o suicídio principalmente entre os jovens, voltarmos à Casa do Pai, bebermos da água cristalina de seus ensinamentos, seguirmos a Sua Palavra como única maneira de termos paz em nossos corações.


(*) O autor é médico e membro da Academia Venceslauense de Letras

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