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Amazônia bate recorde de queimadas em fevereiro, aponta Inpe

O mês ainda nem terminou e o número de focos de incêndio já ultrapassa a marca de 2023, com quase 3 mil registros. El Niño, mata muito ressecada e queimadas criminosas são os principais fatores que explicam a alta - correio Braziliense


Incêndio florestal na Amazônia: antes mesmo de fevereiro chegar ao fim, número de registros já é recorde da série histórica - (crédito: Christian Braga/Greenpeace)


A Amazônia registrou recorde do número de focos de incêndio em fevereiro, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão do Ministério de Ciência e Tecnologia.


De acordo com o instituto, até o dia 26, foram identificados por imagens de satélite 2.924 pontos de queimadas, a maior quantidade desde o início da série histórica, iniciada em 1999. Em janeiro, foram observados 2.049 pontos de queimada no bioma. No acumulado do primeiro bimestre, são 4.973 focos de queimadas. Os números ainda devem aumentar até o fim do mês.


No segundo semestre do ano passado, algumas regiões apresentaram um aumento na quantidade de focos de incêndio. No fim do ano passado, a ministra do Meio Ambiente e das Mudanças Climáticas, Marina Silva, já havia admitido que a situação assumia contornos preocupantes. “É uma situação de extrema gravidade porque há cruzamento de três fatores: grande estiagem provocada pelo (fenômeno climático) El Nino; matéria orgânica em grande quantidade ressecada; e ateamento de fogo em propriedades particulares e em áreas públicas de forma criminosa.”


Na comparação com fevereiro do ano passado (734 focos), a Amazônia registrou alta de 298% no número de focos de incêndio. Em todo o ano passado, os registros somaram 98.646 pontos de fogo da mata. Na avaliação do professor do Departamento de Geografia da Universidade de Brasília (UnB) José Sobreiro Filho, o El Nino potencializa as consequências das queimadas.


“É fundamental reconhecer que o El Nino causa impactos, sobretudo, com a redução de chuvas na Amazônia. No entanto, o crescimento dos focos é sintomático também de uma Amazônia que tem de lidar com outros desafios: as mudanças climáticas, o aquecimento global, de fato, são parte de uma questão ambiental e de uma realidade ambiental irrevogável que, hoje, cai sobre a mesa dos principais políticos do mundo”, explicou Sobreiro.



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