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Banco Central explica quando as cédulas são inadequadas à circulação

Do Terra

Cédulas de real. Foto: Foto:Istock

Quem nunca se deparou com uma nota de dinheiro rasgada no bolso da calça ou dentro da carteira? Devido ao excesso de circulação, é comum que as notas se desgastem e sejam danificadas com o tempo, visto que, apesar do valor, se tratam de um pedaço de papel.

O Banco Central do Brasil, que é a instituição responsável pela emissão das cédulas, pelo lançamento das moedas nacionais e pelo recebimento, conferência, seleção e troca das cédulas circulantes no País, explica que as cédulas inadequadas podem ter valor em alguns casos.

Além disso, dependendo do estado e do dano, a cédula precisa ser retirada de circulação.

Cédulas inadequadas à circulação, com valor

Segundo o Banco Central:

  • Cédulas não-utilizáveis são as cédulas inteiras, mas desgastadas pelo uso. Elas têm valor e até podem ser utilizadas, embora não sejam ideais;

  • Cédulas dilaceradas/danificadas são aquelas que - inteiras ou fragmentadas - possuem mais da metade do seu tamanho original em um único fragmento. Esse tipo de cédula possui valor apenas para depósito, pagamento ou troca na rede bancária.

Cédulas inadequadas à circulação, sem valor

  • Cédulas mutiladas são aquelas que não têm valor porque não apresentam um fragmento com mais da metade do seu tamanho original.

O que fazer com as cédulas danificadas?

As cédulas danificadas devem ser encaminhadas e entregues à rede bancária, que, após receber, irá encaminhá-las ao Banco Central para análise. Se após a análise a autoridade monetária entender que as cédulas estão impróprias para circularem, o BC procede à sua destruição.

Coleção

Hilton Lúcio é numismata - especialista, pesquisador e/ou colecionador de moedas e cédulas - há quarenta anos e explica que, embora muitas notas sejam removidas de circulação, muitos colecionadores estão sempre de olho para descobrir se o dano partiu da própria fabricação das cédulas.

Em alguns casos, há 'defeitos' que tornam o dinheiro raro, o que aumenta seu valor para além do que se imagina, como a moeda de 50 centavos que atualmente pode valer até R$ 1,8 mil por causa de um erro em sua fabricação.

Hilton também pontua que as cédulas danificadas não têm nenhum tipo de valor numismático e que, após a verificação, devem ser encaminhadas para as instituições responsáveis para retirá-las de circulação.

“As cédulas rasgadas não tem nenhum tipo de valor, nem para colecionador. Quando rasgadas, não devem ser usadas, nem emendadas com fita colante. O Banco Central possui equipes especializadas para fazer a análise desse tipo de deformidade nas notas e esse deve ser o procedimento correto a ser seguido", sugere.

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