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Cachaça, cerveja e vinhos brasileiros conquistam mercado externo: setor exportou R$ 937 milhões

Atualizado: 1 de set. de 2023

Cervejas brasileiras ganham destaque quando valores exportados são o assunto; cachaça, vinhos e espumantes do Brasil têm conquistado países por suas características próprias locais - Com CNN Brasil

Exportação de cachaça brasileira vem batendo recordes há 12 anos. Em 2022, foram 9,3 milhões de litros para fora do paísLeo Feltran

Com uma economia aberta e diversificada, o Brasil possui um portfólio com diferentes oportunidades de investimentos em diversos setores produtivos. De acordo com dados da Agência Brasileira De Promoção de Exportações (ApexBrasil), o país está na 25ª posição do ranking de maiores exportadores globais. Na média, os produtos brasileiros ocupam cerca de 1,4% do mercado mundial de importações.

Os bons números vêm principalmente das commodities como soja, milho, açúcar e café e produtos processados, como suco de laranja e proteínas animais. Entretanto, é importante destacar e jogar luz ao tema de que alguns segmentos do agro ainda apresentam menores volumes exportados, mas possuem diferenciais competitivos que agregam alto valor à pauta exportadora. Esse é o caso das bebidas alcóolicas brasileiras, principalmente dos vinhos e cachaças.

Segundo dados do Comex Stat, o mercado de bebidas alcoólicas brasileiras exportou US$ 193 milhões (R$ 937 milhões, nos valores atuais) em 2022. Deste valor, destacam-se as exportações de cervejas (US$ 120 milhões ou R$ 583 milhões ), cachaças (US$ 20 milhões ou R$ 97 milhões) e vinhos (US$ 13,7 milhões ou R$ 66 milhões ).

Rodrigo Mattos, analista sênior de bebidas da Euromonitor, explica este número expressivo da exportação de cervejas em um âmbito mais estratégico, enxergando o Brasil como hub de produção e distribuição industrial em larga escala para países, principalmente, da América Latina. Isso vai na contramão da exportação de cachaças e vinhos brasileiros, por exemplo, que trazem neste número um reflexo de características próprias de qualidade e de produção.

O sommelier e professor do Instituto da Cerveja Edu Passarelli reforça que o Brasil hoje é muito bem visto pelo mercado cervejeiro mundo afora, ganhando concursos e premiações pela qualidade de sua produção. Entretanto, ele destaca que a logística e custos que esta operação de exportação envolvem acabam não favorecendo as cervejarias artesanais, que possuem estruturas menores.

Cervejas exportadas são em sua maioria de produção industrial; mercado de artesanais esbarra em preços altos e logísticas para entrarem no mercado internacional / PexelsHoje, o Brasil tem apenas um estilo de cerveja reconhecido como sendo tipicamente do país, a Catharina Sour, feita com frutas brasileiras. A Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva) tem iniciativas para as cervejas brasileiras serem ainda mais reconhecidas mundo afora. “Estamos em crescimento, mas temos um grande caminho para trilhar”, finaliza Passarelli.

Exportação de vinhos brasileiros

Segundo dados da ApexBrasil, o Brasil é um grande produtor de vinhos, mas exporta atualmente apenas cerca de 2% de sua produção. O cenário, entretanto, tem mostrado um aumento a cada ano em relação ao que é produzido, ao volume e também aos valores exportados.

Em 2020, por exemplo, foram produzidos 230 milhões de litros – este valor subiu para 320 milhões em 2022, de acordo com o relatório OIV. No volume de exportações, por sua vez, o salto foi de 5 milhões de litros em 2020 para 7,7 milhões em 2022. Em valores isso representou um aumento de US$ 8 milhões em 2020 para US$ 13,7 milhões (R$ 66 milhões) dois anos depois, de acordo com a Comex Stat.

São mais de mil vinícolas espalhadas pelo território brasileiro, tendo o sul do país como um dos grandes destaques. O Brasil já soma prêmios internacionais em competições mundo afora e mostra que grandes marcas já estão prontas para abrir novos mercados.

Ainda há muito para se fazer, mas passos têm sido tomados neste sentido. Um deles é o projeto “Wines Of Brazil”, feito pela ApexBrasil em parceria com a Uvibra Consevits. Ele tem o objetivo de promover os vinhos produzidos no Brasil no mercado internacional por meio de participação em feiras, realização de eventos promocionais, missões comerciais, estratégias de exportações e outras ações especiais.

A exportação da cachaça brasileira

Essas iniciativas da Agência também são encontradas quando o assunto é cachaça, bebida que vem batendo recordes de exportações ao longo dos últimos doze anos.

Estima-se que o Brasil possui capacidade instalada de produção de Cachaça de aproximadamente 1,2 bilhão de litros anuais, porém se produz anualmente menos de 800 milhões de litros. De acordo com dados da Euromonitor International, atualmente a cachaça é considerada o terceiro destilado produzido localmente mais consumido do mundo, perdendo apenas para a Vodca na Rússia e o Soju coreano.

Em 2022, as exportações do setor deram um salto e bateram o recordes da última década. O valor exportado em 2022 foi de US$ 20,08 milhões (R$ 101 milhões), segundo dados do Comex Stat compilados pelo Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC), o que representa um aumento de 52,38% em relação a 2021. Em volume, o aumento foi de 29,03%, totalizando mais de 9,3 milhões de litros.

De acordo com o Anuário a Cachaça de 2021, elaborado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o número de registros de Cachaças aumentou 40% entre 2020 (3.533 produtos) e 2021 (4.969 produtos). Se comparados os números de 2021 com 2019, esse crescimento é de 67%.

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