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Caso Nicolas: bebê vítima de tráfico de pessoas volta a morar com a família em Santa Catarina

Atualizado: 8 de ago. de 2023

Ele foi levado de Florianópolis e encontrado em São Paulo, em abril; ele tem a guarda compartilhada entre mãe e avós - R7

O bebê Nicolas, de 2 anos, que foi levado de São José, em Florianópolis (SC), para São Paulo (SP) em abril deste ano, voltou a morar com a família nos últimos dias.

O anúncio foi feito pelo tio do menino, Juliano Gaspar, por meio das redes sociais, na noite deste domingo (6).


Juliano explica que Nicolas voltou para casa nesta semana, após três meses de análises de estudos psicossociais e investigações. O tio informou que a guarda do garoto está compartilhada entre a mãe e os avós.


"Escrevo este texto em meio a lágrimas, que dessa vez são de alegria e alívio por ter o nosso anjinho de volta", escreveu o humorista. "Estamos em paz", completou.

Entenda o caso


No dia 30 de abril, o bebê Nicolas, de 2 anos, desapareceu em São José, na região metropolitana de Florianópolis (SC). O sumiço foi comunicado pela avó da criança no dia 4 de maio, quando o boletim de ocorrência foi registrado.


O bebê foi encontrado no dia 8 de maio, na zona leste de São Paulo, no banco de trás de um veículo branco, em que estavam Roberta Porfírio, de 41 anos, e Marcelo Valverde, de 52.


Durante a abordagem policial, o casal informou que tinham adotado a criança e estavam a caminho do Fórum para legalizar a situação. No entanto, a polícia desconfiou da suposta adoção, já que estavam com a criança havia mais de uma semana e só resolveram legalizar a situação após o caso ganhar repercussão.


O casal foi levado pela polícia, enquanto a criança ficou com o Conselho Tutelar. Investigações levaram a concluir que a mãe de Nicolas o teria entregado para a dupla. Segundo a advogada de Roberta e Marcelo, o objetivo era dar a criança à Justiça. Em audiência de custódia, a polícia decidiu converter as prisões de Marcelo e Roberta em preventivas.


A polícia teve acesso a uma carta escrita supostamente pela mãe de Nicolas. São três páginas em tom de despedida, em que ela falava sobre seu amor pelo filho, mas deixava claro que não teria condições de cuidar.


"Que você cresça bem, com bons princípios. Respeite seus pais, estude e seja um grande homem, que dará muito orgulho a todos. Daqui de cima estarei te vendo. Eu não te abandonei", disse em um trecho. Na mensagem, ela também pedia para os próprios familiares não tentarem buscar o menino de volta.


De acordo com o tio de Nicolas, Juliano Gaspar, sua irmã estava passando por um momento de depressão pós-parto e, por conta disso, estaria mais vulnerável. "Eles viram ali a oportunidade de pegar o bebê", observa Juliano, sobre a mãe ter admitido doar a criança e deixar uma carta.

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