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CEI da Santa Casa faz ultima oitiva e deve entregar relatório nos próximos dias


Nesta segunda-feira, 04, os membros da CEI da Santa Casa, formada pelos vereadores Wilson Hirakawa (presidente), Tácito Alexandre (relator) e Bruno Dassie (membro), tomaram o depoimento da administradora do hospital, Susi Bonifácio.


Como testemunha convocada pela CEI, Susi prestou alguns esclarecimentos em relação aos recursos enviados pelo município para manutenção do Pronto-Socorro, principalmente sobre a contratação de médicos plantonistas.


O que chamou a atenção dos membros da CEI foi a repetição de um mesmo profissional para os plantões realizados no Pronto-Socorro. E também o fato de o contrato ser feito com pessoa jurídica e a prestação de serviço sendo feita por pessoa física.


Susi disse que a contratação desses profissionais obedece critérios técnicos sobre agilidade para atendimentos de urgência, como entubação de paciente, mas reconheceu casos eventuais do plantonista ser pessoa física e não jurídica, sem vínculo contratual com a Santa Casa.


Outro assunto abordado com a administradora foi o atendimento dos profissionais que prestam serviços na área de especialidade, notadamente de ortopedia. A Santa Casa mantém dois plantonistas, no entanto a CEI constatou uma disparidade nos valores pagos aos dois profissionais.


Essa discrepância foi explicada por ela em razão de um acordo envolvendo os dois profissionais. A CEI apurou que um dos profissionais recebe maior quantia, no entanto presta menos atendimento que o outro profissional que recebe menos pelo serviço maior que presta. “Esse acordo é feito entres eles”, disse Susi.


Questionada sobre a movimentação financeira feita pela Santa Casa para os gastos pertinentes ao Pronto-Socorro, Susi afirmou que se trata de uma conta exclusiva para este fim, mantida no Santander. Disse que todo o dinheiro enviado pela Prefeitura vai para esta conta exclusiva, onde são pagas todas as despesas do Pronto-Socorro, não tendo qualquer relação com as demais despesas do hospital.


O vereador Bruno Dassie quis saber sobre a portaria 2048, que trata sobre os casos de urgência e emergência. Susi respondeu que a Santa Casa de Presidente Venceslau é classificada como N2, ou seja, média complexidade e segue os critérios para o casos de urgência e emergência como hospital de médio porte.


Dassie também questionou sobre o número de médicos plantonistas necessários, ao relatar que os vereadores receberam várias queixas sobre a falta de mais profissional e a demora para o atendimento. Lembrou que uma comitiva de vereadores foi conferir “in loco” as queixas e ouviu situações em que o médico deixava por um momento o plantão para um atendimento de urgência dentro do hospital.


Susi afirmou que são dois médicos de plantão no período de pico, ou seja, até às 19h. Mas lembrou que a cidade passou por uma grande demanda no Pronto-Socorro em razão dos casos crescentes de dengue entre o final do ano e início de maio último.


O vereador Tácito Alexandre quis saber como era feita a análise para contratação de médicos na Santa Casa. Susi respondeu que a análise geralmente é feita pelo corpo clínico. No entanto, afirmou que alguns profissionais que prestam serviço no pronto-socorro não passam pela avaliação do corpo clínico.


O presidente da CEI, vereador Wilson Hirakawa, fez alguns questionamentos sobre a gestão compartilhada com o CIOP (Consórcio Intermunicipal do Oeste Paulista). Pediu que Susi fizesse uma avaliação sobre o novo modelo, implantado em junho último, onde a contratação dos profissionais que prestam serviço é feita pelo consórcio, enquanto a Santa Casa é responsável pelo custeio do Pronto-Socorro.


Susi elogiou a profissional de enfermagem que realiza a triagem, que agora mantém contato com os postinhos de saúde sobre o paciente que busca atendimento. Em relação à demanda, disse que está normalizada depois que os casos de dengue diminuíram na cidade.

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