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Ciop decide colocar 500 funcionários que prestam serviços à Prefeitura de PP em aviso prévio

Com G1 Prudente

O Consórcio Intermunicipal do Oeste Paulista (Ciop) decidiu em assembleia nesta segunda-feira (11), realizada na Câmara Municipal de Álvares Machado (SP), colocar em aviso prévio por 30 dias, a partir desta terça-feira (12), cerca de 500 funcionários que prestam serviços em contratos firmados com a Prefeitura de Presidente Prudente (SP) para a manutenção das duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em funcionamento no Conjunto Habitacional Ana Jacinta, na zona sul, e no Jardim Guanabara, na zona norte, de residências terapêuticas para tratamento de usuários de drogas e do Parque Ecológico da Cidade da Criança.


Segundo o Ciop, a dívida acumulada pela Prefeitura de Presidente Prudente passa de R$ 13 milhões.


A Prefeitura de Presidente Prudente informou que o prefeito Ed Thomas (sem partido), acompanhado dos secretários municipais de Finanças, Célia Marisa Molinari de Mattos, de Administração, João Donizete Veloso dos Santos, e de Assuntos Jurídicos e Legislativos, Pedro Anderson da Silva, e do procurador-chefe do município, João David Ferreira Leite, reuniram-se nesta segunda-feira com a diretoria do Ciop para tratar sobre a renegociação dos repasses pendentes ao consórcio. No encontro, o município propôs um parcelamento dos débitos, de forma a honrar os compromissos junto à entidade dentro das condições financeiras da administração municipal.


"A proposta não foi aceita neste primeiro momento, portanto, o Executivo irá definir quais serão os próximos passos", pontuou a Prefeitura.


"A gente espera que não seja um ponto final. A nossa ideia dentro do Ciop é contribuir com Presidente Prudente, retomar os contratos. Mas, infelizmente, dentro da proposta apresentada por Presidente Prudente, nós não encontramos viabilidade financeira para manter os contratos. Então, nós, em uma decisão unânime entre os prefeitos, 17 prefeitos presentes, nós optamos por colocar os funcionários do Ciop em aviso a partir de amanhã", disse à TV Fronteira o presidente do Ciop, Roger Fernandes Gasques (PSDB), que é prefeito de Álvares Machado.

"A proposta que nós apresentamos em assembleia é que Presidente Prudente pagasse setembro e outubro, para que a gente conseguisse ter o mínimo de saúde financeira dentro do contrato. Mas Presidente Prudente não conseguiu viabilizar essa proposta, fez outra proposta de parcelamento em 12 vezes, o que trouxe uma preocupação para nós com o cumprimento do salário dos funcionários. Não tem como nós parcelarmos o salário de funcionários, precisamos pagar em dia. Decidimos que não dá para manter o contrato com essa proposta", explicou.


"Dentro dos contratos, não tem esse total de recurso para cumprir a rescisão, mas Presidente Prudente tem o compromisso de continuar fazendo os repasses, para que a gente consiga quitar as obrigações com esses funcionários. Nós vamos continuar nas tratativas com Presidente Prudente, buscando esses repasses para a gente cumprir esses compromissos", enfatizou.


Sobre a possibilidade de fechamento dos locais que são gerenciados pelo Ciop em Presidente Prudente, Gasques afirmou que isso "é uma decisão do prefeito Ed Thomas, é uma questão administrativa interna de Presidente Prudente".

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