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Com a produção de mudas nativas, CESP colabora para a conservação do Cerrado em MS

Por Assessoria


A CESP (Companhia Energética de São Paulo) mantém, em Mato Grosso do Sul, um Banco Ativo de Germoplasmas (BAG) de 18 hectares para a preservação e reprodução de espécies nativas do Cerrado. O objetivo da iniciativa é promover ações de reflorestamento e preservação desse bioma nas regiões de influência da UHE Engenheiro Sérgio Motta (Porto Primavera).

“A nossa usina está situada na divisa entre os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, justamente em uma área de transição entre Mata Atlântica e Cerrado. Com a manutenção desses BAGs em MS e a produção de mudas nativas para ações de reflorestamento tanto próprias quanto de terceiros, o nosso objetivo é contribuir para a preservação desse bioma extremamente importante para a sobrevivência de diversas espécies da fauna regional e, principalmente, a conservação dos nossos recursos hídricos”, reforça Jarbas Amaro, gerente de Operações e Sustentabilidade da companhia.

Ao todo, a companhia possui dois BAGs, bosques de árvores nativas formados há mais de duas décadas com o objetivo de preservar o material genético variado, visando fornecer sementes para produção de mudas. Em Mato Grosso do Sul, o BAG está situado no município de Anaurilândia. Já o segundo BAG fica à margem paulista da UHE Porto Primavera, formado por árvores nativas da Mata Atlântica.

Juntos, esses BAGs concentram 63 espécies de árvores nativas, sendo aproximadamente 50% delas do Cerrado. O número de árvores de cada espécie, no entanto, é bem maior, levando em consideração que para cada espécie produzida no viveiro de mudas, são utilizadas sementes de cerca de 30 árvores diferentes. Além das sementes coletadas nos próprios BAGs, são também feitas coletas de sementes em áreas florestais preservadas da região. Desde que iniciado o programa, já foram catalogadas matrizes de aproximadamente 240 espécies de árvores nativas da região em uma área mapeada por georreferenciamento de 250 quilômetros de extensão.

“Um dos grandes diferenciais do Horto Florestal é essa grande variedade genética das espécies. Essas sementes são coletadas diretamente da natureza. É um trabalho contínuo de coleta, cuidados na produção e nos plantios. Com isso, conseguimos manter a diversidade genética, essencial para o sucesso das ações de reflorestamento.”, completa Amaro.

O Viveiro de Mudas da CESP tem capacidade instalada para a produção de mais de 1 milhão de mudas ao ano, o equivalente a 2,739 mil mudas nativas do Cerrado e da Mata Atlântica produzidas por dia. Parte dessa produção é destinada para as ações de reflorestamento da companhia e o restante para doações por meio do Programa de Fomento Florestal.

Desde que iniciado, o Programa de Reflorestamento Ciliar e Recomposição de Matas Nativas na região já realizou a restauração de 4.500 hectares de áreas de preservação ambiental. Deste total, mais de 3.300 hectares estão situados em Mato Grosso do Sul. No Estado, a companhia mantém mais de 42.000 hectares em áreas de conservação ambiental, incluindo a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Cisalpina.

Floresta invertida

Uma das características do Cerrado é a presença de árvores de menor porte – quando comparado a de outros biomas – mas de raízes extremamente ramificadas e profundas, o que faz com que ele seja como floresta de cabeça para baixo. Essas raízes, que visam a sobrevivência das espécies nos períodos de estiagem, colaboram diretamente para a permeabilidade do solo e para o reabastecimento dos aquíferos com as águas das chuvas.

“Todos os biomas têm suas características, sua importância e por isso precisam e devem ser conservados. O Cerrado, por exemplo, é responsável pela distribuição de água para boa parte do País. É nele que nascem vários rios que integram as principais bacias hidrográficas brasileiras. Preservar o Cerrado brasileiro é garantir um futuro sustentável para todos”, finaliza Jarbas Amaro.

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