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Drogas K causam mais de 400 intoxicações em apenas um mês

Resultado de maio sozinho é maior do que o dos primeiros quatro meses do ano


Região da cracolândia, em São Paulo, onde há alto consumo desse tipo de substância | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Dados da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo mostram que os casos suspeitos de intoxicação exógena por canabinoide sintético, popularmente chamados de drogas “K” — diferenciadas em K2, K4 e K9 —, dobraram em um mês na capital paulista.



Em termos de comparação, durante todo o ano de 2022, apenas 99 notificações pelo uso de drogas “K” foram registradas.


A Secretaria Nacional de Política Sobre Drogas e a Secretaria da Saúde iniciaram uma cooperação técnica em 11 de maio de 2023, no intuito de monitorar e identificar os compostos contidos nas amostras de canabinoide sintético.


Em meados de abril, a Secretaria da Saúde publicou uma nota técnica sobre intoxicação por drogas “K”, em que explicou os riscos envolvidos no consumo.


O que são drogas “K”?


Usuários de drogas se concentram na região central da capital | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O canabinoide sintético, informalmente chamado de “maconha sintética”, é comercializado nas ruas de São Paulo sob o nome de drogas “K”: K2, K4 e K9. Órgãos internacionais já identificaram mais de 300 variantes da droga até 2022.


Em geral, a substância é produzida em laboratórios com condições precárias. Na produção são usados produtos químicos que potencializam o efeito da maconha tradicional em até cem vezes, mas muitas vezes as substâncias usadas, como solventes, são extremamente tóxicas ao organismo — aumentando o potencial lesivo durante o consumo.


Desde 2016, a Anvisa proíbe o uso de canabinoides sintéticos no Brasil. Mas, por se tratar de uma substância facilmente modificável, seu rastreio e seu controle por autoridades sanitárias ou policiais são complexos.

(Da Revista Oeste)

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