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Em Pauta: 97 anos de Presidente Venceslau

Atualizado: 4 de set. de 2023


Este sábado, 02/09, é um dia especial e marcante para Presidente Venceslau. São 97 anos de emancipação político-administrativa. O município, que num passado recente foi considerado o segundo mais importante na região de Presidente Prudente, nesses novos tempos foi ultrapassado por Dracena e Presidente Epitácio.


Qual a razão para deixar de ser o segundo município mais importante da região?


Vários aspectos devem ser levados em consideração. Talvez, o principal, tenha sido a paralisação de duas importantes empresas, consideradas na época as maiores geradoras de mão de obra e renda: o frigorífico Kaiowa e a Decasa - destilaria de álcool.


O Kaiowa teve seu auge nos 70 e 80, quando foi considerado o principal exportador de carne bovina para países como Israel. Chegou a abater 1,5 mil animais/dia e constituía-se no principal contribuinte de ICMS (Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços). A derrocata da empresa começou em meados dos anos 90 e, mesmo com algumas tentativas para que não fechasse, com discussão junto ao governo do Estado para abatimento de dívida fiscal, sucumbiu.


Em 2023, o grupo Independência chegou a arrendar a unidade, no entanto funcionou por um período muito curto.


Em 2017, a planta frigorífica foi arrematada em leilão pelas famílias Kato e Martos, no entanto, até a presente data, não aconteceu a abertura. Sabe-se que está para acontecer e o funcionamento, a princípio, será para desossa, estocagem e resfriamento.


Em relação à Decasa, o “boom” da empresa se deu com o plano Pró-Álcool nos anos 70. Houve um grande investimento por parte dos acionistas. Mesmo não sendo localizada no município de Presidente Venceslau, a empresa tinha na cidade a principal fonte geradora de emprego e também nas atividades do seu negócio.


Com o arrefecimento do Pró-Álcool houve um grande desestímulo para a sustentação da destilaria, fato que culminou para que fosse arrendada para um empresário de Pernambuco. Com ele, a Decasa chegou a ser incrementada e remodelada. Funcionou por um período e hoje está completamente desativada com parte do seu maquinário sucateado. Foi vendida no ano passado e os compradores pretendem desenvolver outras atividades não relacionadas à produção de álcool.


Em tempos mais remotos, Presidente Venceslau se notabilizou por abrigar empresas beneficiadoras na área agrícola. Uma delas, a Matarazzo, teve seu auge nos anos 60. Aos poucos essas beneficiadoras foram perdendo espaço para a pecuária, até porque o município havia recebido a instalação do frigorífico Kaiowa.

Hoje nenhuma dúvida que o maior empregador e que fomenta a economia local está relacionado ao serviço público, notadamente os dois presídios. A Prefeitura também representa boa parte desse nicho de mão de obra.


Por outro lado, o município deixou de contar com autarquias estaduais, entre os quais, a então Delegacia de Ensino, além de posto da receita estadual, entre outros órgãos.


Nos novos tempos da cidade, o que ajuda e contribui para o seu desenvolvimento, além do comércio, que mesmo sofrendo o impacto provocado pelo e-commerce, são os empreendimentos imobiliários, residenciais e comerciais que estão ajudando a mudar a cara da cidade.


A prestação de serviços também contribui muito para gerar emprego e renda. A cidade está ganhando novas clínicas, academias, profissionais liberais, facilitando a vida do venceslauense.


A instalação do AME, prevista para os próximos anos, será muito significativa e, por certo, vai contribuir para que Presidente Venceslau se torne um centro de saúde na microrregião, desgarrando-se um pouco do centro maior, que é Presidente Prudente.


Parabéns venceslauenses que aqui fazem o progresso da cidade. Sou venceslauense e muito me honra servir a cidade onde nasci e cresci.

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