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Em Pauta: Ainda não é hora de tirar a máscara


Depois de um período de intensas flexibilizações nas medidas sanitárias de prevenção ao novo coronavírus, diversos países europeus e asiáticos estão registrando um aumento considerável de casos da doença, o que desperta novamente a preocupação sobre o ressurgimento de uma nova onda da Covid-19.


No Brasil, alguns estados, como São Paulo, aboliram o uso de máscaras em ambientes abertos e se estuda estender a medida para ambientes fechados. O que minimiza a situação dos paulistas é o avanço da vacinação no Estado, no entanto tem muitas pessoas que não completaram as doses necessárias contra a Covid-19.


Para os epidemiologistas, três fatores explicam a possibilidade de uma nova onda: estagnação da cobertura vacinal, flexibilizações sanitárias e mudança comportamental.


Reino Unido, Áustria, Holanda, Grécia, Alemanha, Suíça e Itália são alguns dos países europeus que registraram um aumento na última semana, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins, que faz o rastreamento da pandemia do coronavírus.

Somente na Alemanha, o número de casos diários passou de 67 mil no dia 6 de março para 237 mil na última sexta-feira (11).

Conforme esses epidemiologistas, a flexibilização do uso de máscaras, em especial em ambientes fechados (que ocorreu em alguns países europeus), é um fator que aumenta as chances de transmissão viral e surtos de Covid.


Citam que é importante acompanhar a dinâmica da pandemia nos países europeus e Asia, e observar como os casos irão se comportar no Brasil.


Dados coletados pela Universidade de Maryland em parceria com o Facebook já indicam uma reversão de tendência para alguns estados, como o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul. A pesquisa é feita com usuários da rede social e avalia os sintomas desses respondentes, o que serve como um alerta antecipado.


No Chile, por exemplo, já está assim. O país está com quase 90% de cobertura de duas doses, quase 80% de terceira dose, e mesmo assim eles estão com um nível de óbitos similar a primeira onda e um nível de casos muito alto.

Para os virologistas, além de observarmos com cautela essas possíveis reversões de forma local, possíveis revisões de flexibilizações poderão ser necessárias, caso se confirme essa tendência. Ele ressalta que parcelas da população brasileira, como idosos e imunossuprimidos, são mais vulneráveis ao coronavírus, o que, frente a um aumento de casos destaca a necessidade tais medidas sanitárias.


Controlar a transmissão do vírus com medidas farmacológicas (ampliando a cobertura vacinal) e não-farmacológicas (como uso de máscara em ambientes fechados) é essencial para garantir a segurança daqueles grupos, e da população geral, frente a uma pandemia que ainda não acabou.


No Estado de São Paulo, a partir desta segunda-feira tem início a aplicação da 4ª dose da vacina contra o Coronavirus, que começará com idosos acima de 80 anos.


Contra a Covid-19 não se pode baixar a guarda. Não há como pensar nesse momento torna-la uma doença endêmica.

* Enquanto escrevia esse artigo, o governador de São Paulo, João Doria, anunciava a liberação do uso de máscaras em ambientes fechados, excetos hospitais e transporte público.


Eu vou continuar usando máscara!!

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