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Em Pauta: As redes sociais ‘emburrecem’?


Nenhuma dúvida que as redes sociais desempenham um papel importante para que a informação chegue em tempo real. Sites e blogs com links nas redes disseminam notícias e pontos de vistas sobre os mais variados assuntos.


O compartilhamento e a interatividade permitem que os assuntos ganhem engajamento e, por conseguinte, despertem interesse e debates, com prós e contras.


Hoje em dia é difícil encontrar alguém que não tenha um perfil em, ao menos, uma rede social. Facebook, Twitter, Instagram e WhatsApp, principalmente, ou mesmo um canal no Youtube, que somam bilhões de usuários


Embora haja uma idade mínima para poder começar a utilizar a rede social, há pessoas de todas as idades compartilhando momentos, informações e experiências por meio dos sites de relacionamento.


Seja pelo celular, computador ou tablet, desde que o dispositivo esteja conectado à internet, é possível manter contato com pessoas ao redor do mundo instantaneamente. Seja com seu vizinho, colega do trabalho, ex-colega da faculdade ou com alguém que está do outro lado do oceano. Não existe distância para as redes sociais. Além disso, redes como o Twitter, permitem saber o que está acontecendo no mundo naquele exato momento.


Portanto, as redes sociais fazem parte de nossas vidas, ocupam um expressivo tempo de nossos dias, tornaram-se muito mais do que ambientes de encontros e conversas. São canais de entretenimento, de comunicação, de mídia, de marketing, de atendimento e relacionamento. Somos seres conectados, digitais e sociais, isso é inegável.


Por outro lado, as redes sociais também se constituem importantes plataformas de mobilização política. No Brasil, por exemplo, os protestos de junho de 2013, inicialmente convocados contra o aumento de 20 centavos nas passagens de ônibus na capital paulista e conhecidos como Jornadas de Junho, foram planejados e divulgados prioritariamente via Facebook.


Da mesma forma, as redes sociais facilitam as postagens e compartilhamento de conteúdos falsos, replicados à exaustão, que atingem milhares de pessoas diariamente. No Brasil, as redes sociais se tornaram exemplo negativo nas eleições de 2018, com disparos em massa de notícias falsas.


Vejo também com muita preocupação youtubers ou influenciadores digitais, com milhares de seguidores, que apresentam conteúdo e intervenções nocivas à formação do caráter, principalmente de jovens e adolescentes. São espectros da sociedade que disseminam racismo, homofobia, violência, impondo ideias e atitudes anti-democráticas para afrontar as regras estabelecidas no seio da sociedade.


Nesse aspecto, os pais devem ficar atentos ao que os filhos estão acessando na Internet. A vigilância se torna imprescindível para que os jovens não escolham caminhos tortuosos para sua formação.


Além de conteúdos nocivos, a exposição excessiva nas redes sociais pode gerar problemas de relacionamento dentro e fora de casa, isolamento, problemas de saúde, excesso de informações.


Todavia, afirmar que as redes sociais “emburrecem” ou que criam paradoxos é algo a ser avaliado por especialistas e estudiosos do assunto.


Não se pode confundir liberdade de expressão que as redes permitem em agressões verbais, ameaças, atitudes que fogem às regras de civilidade e que ferem o estado democrático de direito.


As redes sociais, quando utilizadas para o bem comum, são essenciais para uma sociedade mais justa, fraterna e solidária.


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