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Em Pauta: Como anda a Cultura em Presidente Venceslau?

Atualizado: 29 de jun. de 2023


Há tempo venho protelando para comentários sobre a falta de política cultural em Presidente Venceslau. Por entender que o assunto não tem sido abordado por quem de direito, decidi colocar em pauta na minha coluna.


Como anda a Cultura por aqui?


Na verdade, desconheço, de forma oficial, se sequer foi constituída uma Comissão Municipal de Cultura, esta, sim, com representantes de setores ligados à arte, à estética, ao belo.


Outro detalhe, o setor responsável mapeou ou fez levantamento sobre as manifestações artísticas, seus atores, projetos, ou buscou informação sobre as atividades que poderiam receber apoio?


Com bem disse Andréia Previtali, atriz venceslauense e diretora de teatro, Cultura significa emprego e renda também.


Reconheço que o orçamento do Município é pífio diante da necessidade de prover e apoiar ações culturais. Pouco mais de R$ 600 mil, considerando que esse recurso praticamente está restrito a rubricas que são sempre as mesmas, sem mudança e sem investimento, que não permitem avançar muito.


No entanto, é preciso salientar que não se pode se ater apenas ao orçamento e ao que vem de fora, como circuitos de artes, Ponto Mix etc. É preciso buscar parcerias no próprio município, sair da letargia.


Quantos cantores, moradores de bairros, violeiros, sanfoneiros, grupo de pagode, hip hop, atores mambembes, artistas plásticos, artesões, entre outros fazedores de arte, estão no anonimato por falta de apoio?


No governo Malacrida, por exemplo, a cidade vivenciou um momento único para o fomento da Cultura.


Por sua sensibilidade, o prefeito de então adquiriu o prédio que pertencia a Concessionária de Energia Caiuá, reformou e criou um Centro Cultural, cujo projeto constava um anfiteatro, que acabou sendo construído na gestão seguinte, em anexo à Biblioteca Municipal.

Porém, um percalço no caminho: o Centro Cultural havia sido batizado com o nome do dramaturgo e escritor Plínio Marcos, mas, inexplicavelmente, foi mudado de nome para atender anseio político e se tornou Centro Cultural “Salvador Lopes”.

Com o Centro Cultural, Malacrida e o setor de Cultura de seu governo vislumbraram um espaço que agregasse literatura, música, teatro, dança e artes plásticas, mas a ideia acabou sucumbindo por decisão política da gestão seguinte.


Foi também na gestão Malacrida que as atividades das artesãs do município foram devidamente reconhecidas. Além de ganhar espaço para expor e vender seus produtos, com aluguel pago pela Prefeitura, nossas artesãs tiveram a oportunidade de participar de feiras, organizadas pelo setor de Cultura, em meio a atrações gastronômicas e artísticas.


Assim como o artesanato, o governo Malacrida fomentou a música, com o Festival Regional de Música Sertaneja, Festival de Rock e shows nas praças das periferias; o teatro, organizando oficinas culturais para formação de atores; o Festival de Inverno, com várias atrações; o Festival de Bandas e Fanfarras, além de apresentações de Coral, apoio incondicional ao Projeto Guri e sua cantata de Natal, assim como a Banda Juquinha Rodrigues, com ampliação e aquisição de novos instrumentos.


Neste momento considero positiva a iniciativa da atual gestão de abrigar o Museu Histórico do Município na antiga estação da Fepasa. Aliás, essa medida há muito deveria ter acontecido como condição para cessão do espaço por parte da então Rede Ferroviária Federal.

Mas é preciso ousar mais. Havia um projeto, criado pelo arquiteto Hélio Hiral, a pedido do então prefeito Osvaldo Melo, de transformar a praça do Correio em um quase boulevard, com iluminação apropriada e espaço para atividades culturais, a partir da construção de uma concha acústica.


Mas a praça acabou sendo tomada pelos quiosques para se tornar apenas um ambiente de gastronomia.


Com o Museu Histórico, não seria o caso de retomar a ideia do arquiteto Hélio Hiral?


Os apreciadores da arte e cultura agradeceriam.

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