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Em Pauta: Decadência do jornalismo?


jornalismo investigativo. Esse papel está restrito aos sites alternativos, entre os quais, destaco 247, Mídia Ninja, The Intercept e o GGN principalmente, que fogem ao padrão estabelecido pela mídia corporativa.


Com a era digital, os jornais impressos, emissoras de rádio e mesmo a TV sofreram um baque em suas receitas. Veja o caso da Globo, ainda a maior emissora de TV da América Latina. Profissionais de alto gabarito, como muitos anos de casa, estão sendo demitidos.


Para conter despesa, a direção de emissora tem optado por profissionais que estão começando e, desta forma, promove uma redução na folha salarial.


Ou seja, optou-se pela queda na qualidade jornalística para fazer frente aos interesses meramente econômicos.

Um exemplo está bem próximo e ao nosso redor. A principal emissora de TV da região faz hoje um jornalismo sem tempero, óbvio, desinteressado. Os bons profissionais da emissora ou foram demitidos ou seguiram outros caminhos diante da inércia e falta de sensibilidade de quem comanda a área de jornalismo.


Digo isso por experiência e convivência com profissionais do mais alto gabarito. A reportagem ficou em segundo plano, sem dúvida, porque os bons profissionais foram deixados de lado.


Por outro lado, a mídia impressa, que ainda resiste por ter um público ledor fiel, seguirá ao lado de suas versões digitais, como acontece com o Tribuna Livre. Nesses novos tempos, o jornal, criado por mim no final da década de 90, apresenta um novo layout em suas páginas, mantendo sua linha editorial de priorizar a informação com conteúdo.


Ao mesmo tempo, tem propiciado informação o tempo todo na sua versão online (www.tribunalivrepv.com.br), cujos acessos vêm aumentando a cada dia, justamente pela diversificação das matérias e a linha editorial que segue desde o surgimento do jornal, em agosto de 1997.


De fato, a era digital vem ceifando a reportagem e o jornalismo investigativo. A justificativa é que o tempo urge quando se trata de dar informação. Porém, há que se ressaltar que a reportagem fideliza a informação. Nada substitui a reportagem presencial. A qualidade da informação apurada olho no olho é sempre superior.


“Muito do jornalismo de hoje é feito a partir de um laptop. Eles procuram informações a partir da internet, não falam com muitas pessoas. Os jornalistas, hoje, não estão descobrindo nada por tentativa ou por acidente. O que estão fazendo é muito imediatista. O jornalismo tem se tornado muito previsível. Nada é profundo, pensado ou divagado. Então o jornalismo está se tornando preguiçoso, porque os jornalistas não querem se mexer. E estão perdendo todo o contexto da vida”, constata Luiz Cláudio Cunha, jornalista que passou pelas principais redações brasileiras.

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