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Em Pauta: IA (InteligênciaArtificial): bom ou ruim?

Atualizado: 18 de jul. de 2023


Confesso que fiquei bastante emocionado quando assisti o comercial da nova Kombi em que, através da IA (Inteligência Comercial) utilizada na produção, aparece a saudosa Elis Regina cantando ao lado da sua filha, Maria Rita, nada mais nada menos que "Como nossos pais", do Belchior, composição essa que tinha conotação contrária ao regime militar estabelecido no país a partir de 1964.


O comercial, após o lançamento, suscitou vários elogios e também muitas críticas nas redes sociais. De qualquer maneira, chamou atenção para um assunto que já está dominando as atenções para quem lida com a tecnologia da informação e seus mecanismos criados via IA.


A inteligência artificial é uma ferramenta poderosa que tem o potencial de trazer muitos benefícios para a sociedade. No entanto, como qualquer tecnologia, ela também apresenta desafios e preocupações.


Em termos de aspectos positivos, a IA pode melhorar a eficiência em diversas áreas, como saúde, transporte, manufatura e serviços financeiros. Ela pode realizar tarefas complexas de forma mais rápida e precisa do que os seres humanos, o que pode levar a avanços significativos em muitos setores. Além disso, a IA pode ajudar a resolver problemas complexos e lidar com grandes quantidades de dados, propiciando descobertas científicas e médicas importantes.


No entanto, existem preocupações legítimas em relação à IA. Algumas pessoas temem que a automação e a inteligência artificial possam levar à substituição de empregos humanos, causando desemprego em larga escala. Além disso, a IA pode apresentar vieses e discriminação, uma vez que é alimentada com dados coletados pela sociedade, que podem conter preconceitos. Isso pode levar a decisões injustas ou discriminatórias, especialmente em áreas como justiça criminal e recrutamento.


Outra preocupação é a falta de transparência e compreensão dos sistemas de IA. Às vezes, é difícil entender como esses sistemas tomam suas decisões, podendo levantar questões éticas e de responsabilidade. Além disso, existe o medo de que a IA possa se tornar muito poderosa e ultrapassar o controle humano, levando a consequências imprevistas.


Em resumo, a inteligência artificial tem o potencial de trazer muitos benefícios, mas também apresenta desafios e preocupações. É importante buscar um equilíbrio, promovendo o desenvolvimento responsável da IA, garantindo sua transparência, ética e o envolvimento ativo da sociedade na definição de suas aplicações e limitações.


Assim como em várias partes do mundo, o Brasil também avança no sentido de publicar um marco legal para a IA. O Congresso aprovou o PL 21/2020, em 2021, na Câmara dos Deputados. O texto estabelece princípios, direitos e deveres para o uso de inteligência artificial e está sendo analisado no Senado.


É essencial a participação ativa de médicos e profissionais de saúde nas diretrizes do projeto, pois conhecem as aplicações, os potenciais riscos e benefícios da IA aplicada à saúde. Uma das disposições do texto é criação do relatório de impacto de IA, um documento elaborado pelos agentes de IA (inovação nesse PL) com a descrição da tecnologia, incluindo medidas de gerenciamento e contenção de riscos.


O que se pretende com a normatização é que o chamado marco legal da Inteligência Artificial não viole os direitos dos cidadãos. A discussão do tema é fundamental para dar maior transparência, equidade e também para direcionar a participação do Estado e da população na definição do arcabouço jurídico sobre o tema.


O PL 21/2020 define princípios para a IA, como o da não discriminação, da finalidade benéfica ao ser humano. O texto traz ainda fundamentos ao desenvolvimento e aplicação da tecnologia, como estímulo a autorregulação, a livre manifestação de pensamento, a livre expressão e a proteção de dados pessoais.


No setor da saúde especificamente, é essencial que se regulem essas novas ferramentas para se dar norte, transparência e equilíbrio sobre a utilização da IA, mas sem impedir que as inovações auxiliem médicos, profissionais e pacientes.

Conseguiremos?

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