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Em Pauta: Por que a seleçãobrasileira foi eliminada pela Croácia?


No Brasil há uma máxima que diz que somos mais de 200 milhões de técnicos da nossa seleção de futebol. Cada um, a sua maneira, palpita quem deveria ser convocado, o técnico ideal e o esquema de jogo a ser utilizado.


Pois bem. Na Copa do Catar, a ser encerrada neste domingo com a final entre Argentina e França, não foi diferente.


A eliminação do Brasil pela Croácia, nos pênaltis, depois de estar vencendo por 1 a 0 a quatro minutos do final da prorrogação, motivou milhares de comentários nas redes sociais e, sobretudo, criticas contumazes pelos analistas esportivos.


Dois pontos no fatídico jogo contra a Croácia foram muito comentados:


- Por que nossos jogadores permitiram um contra-ataque quando estava praticamente ganho o jogo?


- Por que, Neymar, nosso principal jogador e mais eficiente batedor de pênalti, não fez nenhuma cobrança?


Sobre a primeira indagação, não precisa ser expert em futebol para explicar que a quatro minutos do final de um jogo ganho não tem mais jogo. Como diz na gíria do futebol: bola pro mato que o jogo é de campeonato. O Brasil tinha dois volantes jogando avançados no momento que tomou o gol da Croácia. Deixou a equipe croata usar o contra-ataque quando, na verdade, era o Brasil que poderia usar essa arma por estar vencendo, sem se expor na defesa e no meio de campo. Fred e Casemiro bobearam e a Croácia aproveitou para empatar a partida.


Na segunda indagação, também muito comentada pelos analistas, foi um erro crasso fazer um jogador calouro em Copa do Mundo, de apenas 21 anos, ser o primeiro a bater as penalidades. Jogaram todo o peso da responsabilidade ao ainda menino Rodrygo. Na quarta cobrança, quando o Brasil não poderia mais perder nenhuma, pois já havia desperdiçado duas chances, era Neymar quem deveria bater e não Marquinhos. Nosso melhor cobrador, considerado o mais eficiente do mundo nesse quesito, simplesmente não bateu. Ficaria para ser o último cobrador.


Eliminada pela segunda vez seguida nas quartas-de-finais na Copa do Mundo, a seleção brasileira, de principal favorita no Catar, se tornou uma decepção para os torcedores brasileiros, assim como para a imprensa esportiva do Brasil e do mundo.


Tite assumiu a seleção em 2016, durante as eliminatórias para a Copa da Rússia. Foi bem nas duas eliminatórias, sem dúvida. Mas naufragou na Rússia, sendo derrotado pela Bélgica e, agora, no Catar, pela dedicada seleção da Croácia.


Penso que o repertório tático do treinador brasileiro foi de uma nota só. O Brasil, mesmo com jogadores de ótimo nível técnico, continuou a depender de Neymar, como ocorrera na Rússia, em 2018.


Tite levou jogadores que não estavam num momento bom, a exemplo do lateral Daniel Alves, reserva no Puma do México. Também insistiu com o Gabriel Jesus, que chegou na Copa com problemas no joelho. O nosso treinador preteriu jogadores em melhores condições que atuam no Brasil, como Gabigol e Scarpa, principalmente.


Ele apostou no grupo que levou, evitou enfrentar seleções europeias durante a preparação e não fez um trabalho com variações táticas. Para piorar, precisou improvisar na lateral usando zagueiro, e lateral que joga pela direita tendo que jogar pela esquerda. Por fim, insistiu com Rafinha, quando tinha no banco jogadores mais eficientes.


Agora, o torcedor opina sobre a escolha do novo técnico: insistir com treinador brasileiro ou escolher um estrangeiro?

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