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Em Pauta: Por que o frigorífico ainda não abriu em Venceslau?


O inicio das atividades do frigorifico Kamar, em Presidente Venceslau, desperta grande interesse da comunidade.


Desde o arremate do então Frigorífico Kaiowa, através de leilão em 2017, a população local questiona sobre a reabertura da unidade.


O Tribuna Livre vem questionando os novos proprietários há alguns meses sobre o início das atividades. O último questionamento ocorreu no final de setembro/22. A resposta dada por um dos sócios da empresa foi que a abertura ocorreria entre outubro e novembro.


Nesta semana, o jornal voltou a questionar um dos proprietários, no entanto, até agora, não obteve retorno.


Até porque na última reportagem feita pelo jornal foram enviadas fotos sobre testes no setor de refrigeração da unidade, bem como foi anunciado que a empresa estaria gerando mais de 150 empregos diretos.


Portanto, o que estaria por trás desse procedimento adotado pelos novos donos do ex-Kaiowa?


Ressalta-se, porém, que há um agravante que deve ser considerado para o atraso das operações do novo frigorífico em Presidente Venceslau: o surgimento da pandemia em 2020. Os novos proprietários encontraram dificuldade para aquisição de materiais para a reestruturação da indústria. O problema só foi normalizado no início deste ano.


No momento, a China, maior importador de carne bovina do Brasil, está retornando a importar depois de uma redução de mais de 50%, quando buscou outras fontes, como Estados Unidos e Austrália. Isso fez crescer os estoques dos exportadores brasileiros, diminuir o capital de giro, ocasionando, com isso, a redução no preço da arroba, em comparação ao início do ano.


Algumas plantas que exportam para China estão com estoques em câmaras de estocagem aguardando autorização para embarque. Frigoríficos de maior potencial, para minimizar o problema, vêm fazendo promoção para venda no mercado interno e evitar perdas de alguns cortes.


É sempre importante lembrar que o Kamar é fruto de uma sociedade em que um dos sócios atende o mercado externo, através da planta de Presidente Prudente, cuja unidade estaria com grande estoque de cortes em câmaras de estocagem.

Por outro lado, dado à modernidade dos equipamentos alocados na planta, entende-se que o Kamar visa aprova-la no Ministério da Agricultura para exportação. E, para requerer essa aprovação, faz-se necessário que a planta esteja em funcionamento, e o fruto desse abate será o mercado brasileiro, sendo necessário avaliar se o mercado absorverá o volume produzido.


Trata-se, portanto, de um jogo de números: produção para China estocada, sem faturamento, uso de capital de giro para bancar o produto estocado, assim como aguardar o retorno das exportações para China nos mesmos níveis de janeiro de 2022.


Dessa forma será possível recompor o capital de giro e iniciar as atividades ou iniciar os abates com a instabilidade do mercado.


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