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Em Pauta: Pra que serve a Unipontal?


A pergunta acima, desde o surgimento da entidade, tem sido feita a qualquer tempo. Sim, é uma entidade política, formada por políticos, com a propósito de mostrar a união e força dos municípios quem dela participa.


Ao longo dos anos, a bem da verdade, essa entidade segue a mesma cantilena. Ou seja, reflete uma disputa política regional. Dois grupos se formam, cada qual com seus interesses.


Digo isso, para explicar que mesmo quando o PSDB mandava no Estado de São Paulo, um período de mais de 30 anos, a Unipontal flertou posições contraditórias, muitas vezes para alimentar interesses antagônicos de governantes.


Um amigo, hoje morando em Campinas, questionava-me qual era o papel da entidade, isso no final dos anos 90. Sinceramente, não tinha uma resposta que pudesse convencê-lo sobre o propósito da entidade.


Poderia dizer que a Unipontal enviava ofícios a secretários de Estados para estarem na região para anúncio de distribuição de verbas para os municípios, ou mesmo para discutir problemas que continuam afetando a região.


Ou ainda, nas proximidades de pleitos eleitorais, para busca de votos e apoios políticos dos prefeitos, vices e vereadores.


Enfim, a Unipontal, como muitas outras entidades municipalistas, segue o mesmo diapasão. Nada de novo. O mesmo discurso. A mesma política. E o Pontal do Paranapanema continua com baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) em relação a outras regiões do Estado de São Paulo.


Após longo período tucano no governo de São Paulo, agora, com a eleição de Tarcísio de Freitas, vimos nessa semana a Unipontal reeleger como presidente Ed Thomas, prefeito de Presidente Prudente.


Na eleição desta quarta-feira, 1º, Thomas venceu Bárbara Vilches, prefeita de Presidente Venceslau, com uma diferença de 13 votos. Foram 66 votantes. Thomas obteve 39 e Bárbara 26 votos.


O que isso significa? Significa que a eleição dessa semana envolveu novamente dois grupos: o do deputado Mauro Bragato, que apoiou a prefeita Bárbara, e o dos políticos que trabalharam na campanha de Tarcísio/Bolsonaro, entre os quais, Guilherme Piai, agora novo diretor-executivo do Itesp, e Ieia, ex-prefeito de Rancharia, em apoio a Thomas.


A indagação que fica, após o resultado, é como vai se comportar o grupo que não se elegeu para comandar a entidade?. Como será a postura do deputado Mauro Bragato, político histórico dentro dos quadros tucanos?


De certo, o que há de concreto é que o prefeito prudentino, hoje sem partido, tem a preferência para ser o interlocutor do governo Tarcísio no Pontal do Paranapanema, ficando, possivelmente, Bragato, em segundo plano.


É a análise que se pode deduzir dessa correlação de força que foi explicitada após a eleição da Unipontal de quarta-feira última.


A prefeita venceslauense, com certeza, mesmo sendo derrotada por Thomas, pontuou como uma voz destoante para anos vindouros.

Mas a pergunta continua: pra que serve a Unipontal?


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