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Em Pauta: Preços dos alimentos não caem


Mesmo com a redução do preço dos combustíveis, a conta para o brasileiro na hora de ir ao supermercado continua salgada. Os produtos da cesta básica, por exemplo, seguem com itens que impactam a inflação.


Mas como explicar esse fato se em julho último ocorreu deflação de 0,68% pelo IPCA (Índice de Preço do Consumidor Ampliado)?


Explica-se que a deflação acontece quando a economia está desacelerada. Mas, no caso do Brasil, a queda foi puxada, sobretudo, pela desoneração dos combustíveis e energia elétrica, aprovada em junho no Congresso e que levou estados a reduzirem o ICMS sobre esses insumos.


O preço dos combustíveis caiu mais de 14% neste mês.


Na outra ponta, a inflação na alimentação segue pressionada, liderada pelo leite, que subiu mais de 25% no mês.


Conforme os economistas, essa redução [em combustíveis e energia] afetou não só o grupo de transportes, mas também o de habitação, por conta da energia elétrica. Foram esses dois grupos, os únicos com variação negativa do índice, que puxaram o resultado para baixo.


O INPC, índice que mede a inflação na cesta das famílias mais pobres (até cinco salários mínimos) também caiu 0,60% em julho. O acumulado em 12 meses do INPC é de 10,12%.


O resultado de julho ficou em linha com o consenso do mercado, que esperava redução da inflação acumulada para 10,10%.


A expectativa é que a inflação acumulada saia de dois dígitos já em agosto e chegue a pouco mais de 7% no fim do ano.


A inflação no Brasil superou dois dígitos em setembro do ano passado, uma das piores desde a implementação do Plano Real, e não caiu para baixo desse patamar desde então.


A queda no IPCA de julho pode reforçar a expectativa de que o Banco Central já tenha subido os juros de forma suficiente para conter a inflação, sem a necessidade de um novo ajuste na reunião de setembro.


A tese foi fortalecida pelo último boletim Focus, com a manutenção da projeção da Selic a 13,75% para o fim do ano. O Brasil está sob a maior taxa básica de juros, a Selic, desde 2016.


Porém, parte do mercado também acredita que o BC ainda possa fazer neste ano algum reajuste residual, com mais um aumento em setembro.


Além disso, há pressão esperada para a inflação de 2023, com a volta de impostos cortados temporariamente, câmbio pressionado com a alta de juros nos EUA e Europa e o risco fiscal em meio à PEC Kamikaze, que elevou o valor do Auxílio Brasil para R$ 600 e criou um voucher caminhoneiro.



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