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Em Pauta: Queda do PIBe deflação


Prévia do PIB (Produto Interno Bruto), divulgada essa semana, indica tombo de 1,13% na economia no mês de agosto, na comparação com julho. O próprio Banco Central que divulgou a informação considera que “foi o maior tombo mensal do nível da atividade desde março de 2021, quando foi registrada uma queda de 3,6%”.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Apenas para registro: no segundo trimestre deste ano, a economia brasileira cresceu 1,2%.


Por outro lado, nos últimos meses o Brasil tem registrado deflação, também conhecida como inflação negativa. Os resultados decorrem principalmente da redução do preço dos combustíveis, que até então vinha pressionando a inflação.

Para reduzir o preço na bomba, o governo baixou medidas, entre as quais, que obrigaram os Estados a reduzirem o ICMS (Imposto de Circulação de Mercadores e Serviços), caindo para pouco mais de 18%, ao invés dos 25% que incidiam para formação de preço ao consumidor.


A redução veio com a promessa de o governo Central recompensar os Estados. No entanto, por ora, nenhuma sinalização que essa compensação irá, de fato, ocorrer, podendo acarretar problemas gravíssimos nas receitas estaduais, sobretudo para atender a Educação e a Saúde.


Por conta do processo eleitoral em curso, há um enorme esforço do governo de não permitir aumento de preços, principalmente dos combustíveis, um fator que fomenta o processo inflacionário, atingindo principalmente os gêneros alimentícios.


Mas, nesta semana, quem se dirigir aos postos já perceberá que, por exemplo, o etanol teve um leve aumento no preço do litro do produto. Indicadores e economistas apontam que, findado o segundo turno, haverá aumento substancial no preço do combustível para atender os acionistas da Petrobras, assim como a saúde financeira da empresa.


Um detalhe que preocupa os economistas é a gastança que vem ocorrendo para garantir a reeleição do atual governo, como a liberação de recursos do Orçamento Secreto, cerca de 50 bilhões, além de todas as benesses dos decretos em favor do Auxílio Brasil [R$ 600,00 até dezembro], aumento do vale-gás e vouchers para taxistas e caminhoneiro.


Esse volume de recursos que estão sendo liberados por conta do processo eleitoral, conforme analisam os economistas, causará um impacto enorme nas contas públicas a partir de 2023, o que obrigará o próximo governo, seja ele quem for, cortar gastos para áreas essenciais, sobretudo saúde e educação.

Na prática, os cortes já vêm ocorrendo, como é o caso do Farmácia Popular, que teve uma redução de 60% na distribuição de remédios gratuitos à população menos favorecida. Também houve cortes na Educação, atingindo custeio nas universidades federais e institutos federais, assim como em programas como o combate ao câncer e o tratamento da Aids e infecções sexualmente transmissíveis.


O que esperar da economia em 2023?


Um novo relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) projeta uma redução no crescimento da economia global para o ano que vem, passando de 2,5% para 2,2%, o que colocaria o mundo em situação de recessão.




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