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Em Pauta: Região continua semrepresentatividade


O resultado das eleições proporcionais de domingo último que escolherem os representantes para o parlamento mostrou que a região prossegue praticamente sem representatividade. Apenas o deputado Mauro Bragato conseguiu se eleger, indo agora para seu 11º mandato na Assembleia Legislativa.


Os demais candidatos que representaram a região não conseguiram votação suficiente, tanto para Assembleia Legislativa como para a Câmara dos Deputados. Incluem-se os candidatos venceslauenses, o ex-prefeito Jorge Duran e o empresário Elíton Leite, que tiveram votação bem aquém da necessidade para obtenção de uma vaga no parlamento paulista.


Por outro lado, conforme o resultado, candidatos ditos “paraquedistas” foram bem votados pelo eleitor da região. Cito como exemplo aqui em Presidente Venceslau o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, que conseguiu se eleger deputado Federal, e Carla Zambelli, que vai para mais um mandato na Câmara Federal, entre outros.


Tida como uma das regiões mais pobres do Estado, o Oeste Paulista, talvez por representar baixo índice de arrecadação de impostos em relação a outras regiões do Estado, assim como por não ter uma população expressiva em comparação com outros rincões paulistas, segue sua sina de baixo desenvolvimento sustentável.


Ressalta-se que Bragato, ao meu ver, poderá ou não estar isolado num contexto novo em sua carreira política. Apoiou o derrotado governador Garcia na eleição, no entanto poderá declinar apoio no segundo turno ao candidato Tarcísio de Freitas na disputa com Fernando Haddad em São Paulo.


Desde seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa, Bragato sempre esteve do lado do governo, a começar pela gestão Franco Montoro, então emedebista histórico e um dos criadores do PSDB, passando por Orestes Quércia, Fleury, Covas, Alckmin, Serra, Doria e agora Rodrigo.


Caso Tarcísio seja eleito no segundo turno com apoio de Bragato, é uma clara sinalização que a política bragatiniana prosseguirá. Ou seja, Bragato não quer perder a liderança política na região, para continuar a abrir as portas aos prefeitos no Palácio dos Bandeirantes.


No entanto, há quem instigue que a história política de Bragato, caso venha a apoiar o candidato Tarcísio, viria a comprometer sua conduta até aqui, que contrapõe ao seu legado tucano contra a polarização preconizada durante a campanha de Garcia à tentativa de reeleição.


De qualquer maneira, com ou sem o apoio de Bragato, o eleitor da região já fez sua opção ao escolher em sua maioria os candidatos de direita no primeiro turno, aprofundando o anti-petismo. É sintomático que a região tem viés conservador na escolha de seus representantes, desde os tempos da Arena e MDB, assim como no pós-período da redemocratização.


Vencendo Tarcísio ou Haddad, a verdade é que a era tucana em São Paulo chegou ao fim após quase 30 anos comandando o Estado. A mudança, de fato, só será sentida a partir de 2023, quando as promessas de campanha de ambos os finalistas do segundo turno forem efetivadas na prática.


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