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Estado de SP entra em alerta com alta de casos de coqueluche

Com Portal Prudentino

O Estado de São Paulo registrou 139 casos de coqueluche até o último dia 8, representando alta de 768,7% na comparação ao mesmo período do ano passado, quando foram confirmados 16 registros. 


A doença, caracterizada por uma infecção respiratória bacteriana, afeta principalmente bebês de até 1 ano e a vacinação é a melhor forma de prevenção. A imunização está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/UBSs Integradas.


A vacina é distribuída pelo Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI) e é conhecida como pentavalente. A imunização deve ser realizada nos primeiros meses de vida, aos 2, 4 e 6 meses de idade, com intervalo de 60 dias entre as doses. Neste ano, a cobertura vacinal para o imunizante está em 76,3% no estado.


A vacina adsorvida difteria, tétano e coqueluche (dTpa) na rede pública é recomendada para gestantes e profissionais de saúde. O DPNI ampliou de forma excepcional e temporária a vacinação dos profissionais de berçário e creches que atendem crianças de até 4 anos.


A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), Tatiana Lang, explica que, apesar da eficácia em prevenir surtos da doença, a vacinação precisa de reforços periódicos.


Sintomas

Considerada altamente contagiosa e com potencial transmissor ainda maior que o da Covid-19, a coqueluche é causada pela bactéria Borderella pertussis e tem como principais sintomas crises de tosse seca, febre baixa, corrimento nasal e mal-estar.


A doença pode levar crianças ao quadro de insuficiência respiratória e até mesmo ir a óbito.


O quadro da doença pode ser desenvolvido em três fases:


Fase catarralque: Dura até duas semanas, marcada por febre pouco intensa, mal-estar geral, coriza e tosse seca, sendo a fase mais infectante e com maior intensidade das crises de tosse.


Fase paroxística: Dura de duas a seis semanas, e a febre se mantém baixa, com início das crises de tosse súbitas, rápidas e curtas, que podem comprometer a respiração.


Fase de convalescença: Sintomas anteriores diminuem em frequência e intensidade, embora a tosse possa persistir por vários meses.

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