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Estudante mais velha do mundo: idosa de 94 anos sonha se formar na faculdade e escrever livro

Terra

undo conta ao Terra, não permitia que ela fosse à escola. O objetivo do pai era que ela não aprendesse a "escrever para namorados".


"A gente era pequeno e não sabia nada, né? Acordava 6h para trabalhar na roça, eu e meus irmãos, e ele não queria que eu aprendesse para não escrever para namorado", lembra.


Com a ajuda da mãe, dona de casa letrada, Dona Edelzuíta aprendeu o básico, como juntar sílabas. Com esse pouco, se casou e criou os nove filhos no sertão pernambucano.  


'Acho tão bom que não quero mais sair'

Enquanto os filhos ocupavam os corredores das escolas, a vontade de estudar de Edelzuíta crescia, mas a possibilidade de realizar o sonho de infância ainda era distante, já que os cuidados às crianças ocupava sua rotina. Foi após a perda do marido, José Rufino que a idosa decidiu retomar os estudos. A escola se tornou a possibilidade de um recomeço. 


"Passamos 60 anos juntos. Quando ele morreu, fiquei sem chão. Fui para a escola para me distrair e acabei 'tomando gosto'. Agora, acho tão bom que não quero mais sair", conta. 


Hoje, a idosa concilia o dia a dia em casa -- cuidando dos 16 netos, dez bisnetos e um tataraneto -- com a frequência escolar exemplar. Dona Edelzuíta garante que gosta de todos os professores e é o tipo de aluna que "pega as coisas rapidinho", especialmente matemática. "É o que eu mais gosto", acrescenta.


Com uma longa história de vida, a estudante mais velha do mundo não pensa em parar. Depois do EJA, ela pretende entrar na Faculdade Aberta da Terceira Idade (Fati), projeto de extensão ligado à Universidade de Pernambuco (UPE), e escrever um livro. Seu objetivo é ajudar outras pessoas.


"A chave da pobreza é a preguiça, por isso não quero mais parar. É no estudo que se aprende tudo. A pessoa que estuda ganha lá na frente", aconselha.

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